Mato Grosso do Sul enfrenta um aumento preocupante nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com cinco semanas consecutivas de crescimento e um total de 1.755 casos e 119 mortes desde o início do ano.
Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Gerência de Influenza e Doenças Respiratórias, e mostram uma escalada preocupante da doença, que já supera os números registrados no mesmo período do ano passado.
Somente na Semana Epidemiológica (SE) 14, encerrada em 5 de abril, foram notificados 246 novos casos de SRAG no estado, contra 160 registros na mesma semana de 2024.
O avanço, segundo a SES, reflete o comportamento sazonal da doença, típica dos meses mais frios, mas também revela uma aceleração na transmissão de vírus respiratórios como o rinovírus (presente em 35,5% dos casos com agente identificado) e o vírus sincicial respiratório (19%).
A subida nos casos começou ainda em março, na SE 10, com 142 notificações, e seguiu crescendo semanalmente:
SE 11: 163 casos
SE 12: 166 casos
SE 13: 198 casos
SE 14: 246 casos
Campo Grande lidera o ranking de infecções, concentrando cerca de 70% dos casos da última semana e somando 633 registros desde janeiro. De acordo com a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia de Mello Maziero, o momento exige atenção redobrada especialmente para os grupos mais vulneráveis.
“Estamos vivendo dias difíceis. A maior parte das hospitalizações por SRAG tem ocorrido entre crianças de zero a nove anos, enquanto os óbitos se concentram nas pessoas acima dos 70 anos. Essas faixas etárias exigem atenção redobrada e monitoramento constante”, afirmou Maziero.
A Semana Epidemiológica 17 teve início neste domingo (20), mas os dados ainda estão sendo consolidados devido ao feriado prolongado. A atualização da SE 15 está prevista para a próxima quinta-feira (24).
A SES reforça a importância da vigilância ativa nas unidades de saúde e da atenção imediata aos primeiros sintomas respiratórios, como febre, tosse, dificuldade para respirar e cansaço. A recomendação é ainda mais enfática para crianças e idosos, que continuam sendo os mais afetados pelos desdobramentos graves da doença.
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