Uma servidora pública da prefeitura de Água Clara gravou um vídeo em que aparece contando R$ 18 mil em espécie, sobre a cama de sua casa, conforme aponta denúncia do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) no âmbito da operação Malebolge. O caso, datado de 12 de junho de 2023, foi destacado pela promotoria como um dos episódios que evidenciam “o descaramento dos envolvidos” no esquema de fraudes contra a administração municipal.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a autora da gravação é a servidora Ana Carla Benette, que aparece manipulando o dinheiro em 18 montes de R$ 1 mil. A identificação foi possível graças à análise de tatuagens, cicatriz em uma das mãos, além da semelhança do lençol da cama — branco com estampa de bolinhas verdes — com outra foto encaminhada pela própria servidora a um dos denunciados.
O vídeo foi enviado por Mauro Mayer da Silva, empresário dono da Zellitec Comércio de Produtos Alimentícios, empresa que vencia pregões da prefeitura e é apontada como parte do esquema, segundo o site Campo Grande News. A gravação teria sido enviada a uma funcionária da Caixa Econômica Federal, que havia identificado um déficit de R$ 4,8 mil no fechamento do caixa e procurava clientes que realizaram saques altos naquele dia.
Na ocasião, Mayer teria respondido que havia retirado R$ 13 mil e que os outros R$ 18 mil haviam sido repassados “para frente” a uma pessoa de confiança. Essa pessoa seria Ana Carla, que, sem constrangimentos, registrou em vídeo a contagem do montante em espécie.
A investigação também encontrou no celular de Mauro outros três vídeos gravados pela mesma servidora, onde são mostrados a caixa onde o dinheiro foi acondicionado, o envelope lacrado e dois maços de cédulas. No dia da deflagração da operação Malebolge, em 18 de fevereiro de 2025, foram localizados R$ 9 mil em notas de R$ 100 na residência de Ana Carla, que possui salário aproximado de R$ 4.500.
Além de Ana Carla e Mauro Mayer, outros oito nomes foram denunciados pelo MPMS: Adão Celestino Fernandes (administrador de empresas), Adriana Rosimeire Pastori Fini (ex-secretária de Educação), Denise Rodrigues Medis (ex-secretária de Finanças), Ícaro Luiz de Almeida Nascimento (empresário), Jânia Alfaro Socorro (servidora pública), Kamilla Zaine dos Reis Santos Oliveira (servidora pública), Leonardo Antônio Siqueira Machado (empresário) e Valmir Deuzébio (comerciário).
O Ministério Público pede ainda indenização de R$ 22 milhões, sendo R$ 11 milhões pelos prejuízos aos cofres públicos e outros R$ 11 milhões por danos morais coletivos. A denúncia sustenta que os crimes ocorreram entre os anos de 2022 e 2025, envolvendo organização criminosa, fraude em licitações, peculato, corrupção ativa e passiva, falsidade documental e uso de documentos falsos.
Fonte: MS Todo Dia
Fotos: Reprodução
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