Dois cães são resgatados em estado grave de maus-tratos em Coxim; Morador será responsabilizado criminalmente

Animais viviam em um ambiente com acúmulo de fezes, sem água potável, sem alimento e desprovidos de qualquer abrigo contra as intempéries, como sol ou chuva

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A crueldade contra animais mobilizou a Polícia Militar Ambiental (PMA) e ativistas de proteção animal no último domingo (26/10), após a descoberta de dois cães em situação deplorável de maus-tratos em uma residência na Avenida Presidente Vargas, em Coxim. Os animais, de raça indefinida, foram encontrados doentes, gravemente desnutridos e mantidos em condições insalubres.

A denúncia partiu de uma organização de proteção animal, que acionou a PMA. Ao chegarem ao local, os policiais constataram o cenário chocante: os cães viviam em um ambiente com acúmulo de fezes, sem água potável, sem alimento e desprovidos de qualquer abrigo contra as intempéries, como sol ou chuva.

Um dos animais, uma cadela, apresentava sintomas visíveis e avançados de doença, incluindo queda de pelos, fraqueza, feridas graves nas orelhas e crescimento excessivo das unhas. O morador do imóvel, um homem de 47 anos, admitiu à polícia que suspeitava que a cadela estivesse com leishmaniose, mas confessou ter se omitido de procurar atendimento veterinário.

Diante da urgência do resgate, os dois cães foram imediatamente entregues à Associação Mi Adote, uma organização não governamental de proteção animal. A ONG agiu rapidamente, garantindo o resgate seguro e providenciando atendimento veterinário imediato.

A cadela em estado mais grave foi encaminhada a uma clínica veterinária de Coxim, onde está recebendo tratamento intensivo e permanece sob observação. O outro cão foi acolhido por uma voluntária da Associação, que se comprometeu com os cuidados e a reabilitação do animal.

O caso foi minuciosamente documentado pela PMA e registrado na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Coxim. O responsável pelos animais, o morador de 47 anos, foi apresentado à autoridade policial para as providências cabíveis.

Ele responderá pelo crime de maus-tratos a animais, tipificado no artigo 32 da Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), que prevê punição para quem pratica atos de abuso, ferimentos ou mutilação de animais silvestres, domésticos ou domesticados. A Polícia Civil dará continuidade às investigações.

Fonte: MS Todo Dia
Foto: Divulgação Associação MiAdote

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