Prisão em regime fechado de Bolsonaro muda planos da direita para as eleições de 2026; Veja nomes cotados 

Isolamento do ex-presidente diminui a onfluência e abre disputa pelo voto conservador entre governadores e o nome Flávio Bolsonaro

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A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no último sábado (22/11), motivada em parte por uma tentativa de rompimento de tornozeleira, transformou o cenário eleitoral da direita, que agora enfrenta um vácuo de liderança a menos de um ano e meio das Eleições de 2026.

O plano inicial do campo conservador era que Bolsonaro, mesmo inelegível e em prisão domiciliar, atuasse como "regente oculto", indicando e arbitrando as candidaturas majoritárias. A prisão em regime fechado, que pode se estender por sete anos, inviabiliza esse papel, conforme publicou o jornal Metrópoles.

Aliados sabiam que Bolsonaro seria preso, mas apostavam em conseguir a prisão domiciliar após poucos dias, garantindo que o ex-presidente continuasse a exercer influência sobre as chapas estaduais e a escolha do nome para a Presidência. A forma como a prisão se deu, antecipada e em regime fechado, diminui drasticamente as chances de ele sair da cela, tornando seu acesso a aliados muito restrito.

O grande temor da direita é a falta de direcionamento na corrida presidencial e nas disputas estaduais (como Santa Catarina e Rio Grande do Sul), o que pode levar o grupo a uma autofagia política no próximo pleito.

A Dança das Cadeiras e o "Fator Flávio"

Com o isolamento de Bolsonaro, a disputa pela candidatura presidencial de 2026 se intensifica entre os cinco governadores cotados, que contam com o apoio do Centrão:

  • Eduardo Leite (PSD-RS)

  • Ratinho Júnior (PSD-PR)

  • Ronaldo Caiado (União-GO)

  • Romeu Zema (Novo-MG)

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP)

Esperava-se que Bolsonaro endossasse um desses nomes até março do próximo ano.

A prisão também colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um novo patamar de avaliação. Aliados consideram que ele poderia ser alçado à condição de presidenciável ou, no mínimo, ser o vice em uma chapa que busque amarrar o eleitorado bolsonarista raiz. No entanto, o Centrão resiste a essa composição, temendo a rejeição que o sobrenome carrega.

O risco da desunião com o "03"

O temor é que a falta de intervenção de Jair Bolsonaro permita que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) crie mais atritos com os candidatos à sucessão. A recente troca de farpas entre Eduardo e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), com o deputado se colocando como candidato em eventual ausência do pai, ilustra o risco de desunião que pode prejudicar as chances eleitorais do campo conservador em 2026.

Fonte: MS Todo Dia
Foto: Reprodução Metrópoles 

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