Justiça determina bloqueio de R$ 10 milhões de prefeito afastado e denunciados em escândalo de corrupção em Terenos

Medida cautelar do TJMS atinge bens do ex-prefeito de Terenos e 43 pessoas e empresas investigadas por fraudes em licitações na Operação Spotless

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O Desembargador Jairo Roberto de Quadros, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em bens do Prefeito afastado de Terenos, Henrique Wancura Budke (PSDB), e dos demais investigados na Operação Spotless.

A decisão visa garantir o ressarcimento dos cofres públicos e atinge 25 pessoas físicas e 18 empresas acusadas de integrar uma organização criminosa especializada em fraudar licitações no município, em contratos que superaram R$ 15 milhões.

O bloqueio será feito em contas, planos de previdência e investimentos, podendo se estender a imóveis caso o valor total não seja atingido. A Operação Spotless, conduzida por GAECO e GECOC, desvendou um esquema liderado por um agente político que utilizava servidores corrompidos para direcionar certames e receber propina, conforme divulgou o Investiga MS.

Lista de atingidos pela medida:

  • 1 – Henrique Wancura Budke
  • 2 – Arnaldo Godoy Cardoso Glagau
  • 3 – Arnaldo Santiago
  • 4 – Cleberson José Chavoni Silva
  • 5 – Daniel Matias Queiroz, Edneia
  • 6 – Rodrigues Vicente
  • 7 – Eduardo Schoier
  • 8 – Fábio André Ho􀆯meister Ramires
  • 9 – Felipe Braga Martins
  • 10 – Fernando Seiji Alves Kurose
  • 11 – Genilton da Silva Moreira
  • 12 – Hander Luiz Correa Grote Chaves
  • 13 – Isaac Cardoso Bisneto
  • 14 – Leandro Cícero Almeida de Brito
  • 15 – Luziano dos Santos Neto
  • 16 – Maicon Bezerra Nonato
  • 17 – Marcos do Nascimento Galitzki
  • 18 – Nadia Mendoça Lopes
  • 19 – Orlei Figueiredo Lopes
  • 20 – Rinaldo Cordoba de Oliveira
  • 21 – Rogério Luís Ribeiro
  • 22 – Sandro José Bortoloto
  • 23 – Sansão Inácio Rezende
  • 24 – Stenia Sousa da Silva
  • 25 – Tiago Lopes de Oliveira
  • 26 –  Valdecir Batista Alves

Empresas:

  • 1 – Arnaldo Santiago LTDA
  • 2 – Bonanza Comércio e Serviços EIRELI LTDA
  • 3 – Eduardo Schoier (nome fantasia Conect Construções)
  • 4 – Construtora Kurose LTDA
  • 5 – Genilton da Silva Moreira (nome fantasia Base Construtora e
  • Logística)
  • 6 – HG Empreiteira & Negócios EIRELE, Lopes Construtora e Empreiteira
  • LTDA
  • 7 – Angico Construtora e Prestadora de Serviços LTDA
  • 8 – Sansão Inácio Rezende LTDA (nome fantasia Construtora e Empreiteira Real)
  • 9 – D’Aço Construção e Logística LTDA
  • 10 – Agpower Engenharia e Construções LTDA
  • 11 – GS Serviços e Construtora LTDA
  • 12 – Construtora Queiroz LTDA
  • 13 – Edneia Rodrigues Vicente (nome fantasia Limpe Bem)
  • 14 – B2 Empreendimentos LTDA
  • 15 – Tercam Construções LTDA
  • 16 – Gomes & Azevedo LTDA
  • 16 – Tecnika Construção e Locação de Equipamentos LTDA
  • 17 – Rogério Luís Ribeiro LTDA (nome fantasia Marsoft Informática, Construções e Serviços)
  • 18 – RS Construções e Serviço LTDA.


Entenda

Operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO)  e Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC), realizada em setembro, cumpriu 16 mandados de prisão preventiva e 59 mandados de busca e apreensão. Entre os presos, o prefeito do Município, Henrique Wancura (PSDB).

Segundo o Gaeco, a investigação constatou a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública instalada no município de Terenos/MS, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por um agente político, que atuava como principal articulador do esquema criminoso.

Segundo as investigações, o esquema também envolvia o pagamento de propina aos agentes públicos que, em típico ato de ofício, atestavam falsamente o recebimento de produtos e de serviços, como ainda aceleravam os trâmites administrativos necessários aos pagamentos de notas fiscais decorrentes de contratos firmados entre os empresários e o poder público.

A polícia extraiu provas  de alguns telefones celulares apreendidos na Operação Velatus, compartilhadas mediante autorização judicial, que revelaram o modus operandi da organização criminosa e possibilitaram que se chegasse até o líder do esquema.

“Spotless” – termo que dá nome à operação, é uma referência à necessidade de os processos de contratação por parte da Administração Pública serem realizados sem machas ou máculas.

Fonte: MS Todo Dia
Foto: Reprodução Prefeitura de Terenos


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