Prefeito e envolvidos em escândalo de corrupção em Terenos têm monitoramento eletrônico prorrogado pela Justiça

Decisão do Desembargador Jairo Quadros estende medidas cautelares por mais 90 dias; STJ julgará recurso do MPF em fevereiro.

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O Desembargador Jairo Quadros, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), prorrogou por mais 90 dias o monitoramento eletrônico e outras medidas cautelares aplicadas aos envolvidos no escândalo de corrupção investigado no Município de Terenos/MS.

A medida visa manter a fiscalização sobre o prefeito Henrique Wancura e mais 14 denunciados: Arnaldo Santiago, Cleberson José Chavoni Silva, Eduardo Schoier, Fábio André Hoffmeister Ramires, Fernando Seiji Alves Kurose, Genilton da Silva Moreira, Hander Luiz Correa Grote Chaves, Isaac Cardoso Bisneto, Leandro Cícero Almeida de Brito, Nadia Mendoça Lopes, Orlei Figueiredo Lopes, Sandro José Bortoloto, Sansão Inácio Rezende e Valdecir Batista Alves, conforme informações do Investiga MS.

O prefeito Henrique Wancura, que já estava sob monitoramento eletrônico determinado anteriormente pelo Desembargador José Ale Ahmad Netto (prazo que terminaria em janeiro), continua com restrições severas:

  • Tornozeleira Eletrônica: Será monitorado 24 horas por dia.

  • Proibição de Acesso: Está impedido de ter qualquer acesso às dependências da Administração Pública Municipal.

  • Proibição de Contato: Está proibido de manter contato com os demais denunciados e eventuais testemunhas do caso.

Julgamento no STJ

O futuro legal do caso ganhará um novo capítulo no dia 19 de fevereiro, quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve julgar o recurso do Ministério Público Federal (MPF) contra a decisão do ministro Ribeiro Dantas, que revogou a prisão preventiva do prefeito e dos demais envolvidos.

Operação Spotless

A investigação, conduzida pelo Gecoc e Gaeco, denunciou a existência de uma organização criminosa instalada em Terenos/MS:

 O grupo era liderado por um agente político, o principal articulador do esquema. organização se utilizava de servidores públicos corrompidos para fraudar licitações públicas, direcionando os certames para beneficiar empresas do esquema.

Os contratos fraudados teriam ultrapassado a cifra de R$ 15 milhões somente no último ano. O esquema envolvia o pagamento de propina a agentes públicos para que atestassem falsamente o recebimento de produtos e serviços e acelerassem os pagamentos.

As provas que revelaram o modus operandi e levaram ao líder do esquema foram extraídas de telefones celulares apreendidos na Operação Velatus e compartilhadas com autorização judicial. O nome da operação, "Spotless" (sem manchas), faz referência à necessidade de processos de contratação na Administração Pública serem realizados com total lisura.

Fonte: MS Todo Dia
Foto: Imagem ilustrativa

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