Câmara Municipal de Corumbá abrem processo ético contra vereador após confusão com vendedor ambulante

Elinho Verde Fruti pode enfrentar cassação de mandato e responder criminalmente por injúria, ameaça e dano; vídeo de confusão viralizou nas redes sociais

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O cenário político de Corumbá stá sob intensa pressão após a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal formalizar a abertura de um procedimento ético-disciplinar contra o vereador Elio Moreira Júnior (PP), o "Elinho Verde Fruti". A investigação surge após um vídeo registrar o parlamentar hostilizando um vendedor ambulante e destruindo seu material de trabalho em frente ao seu estabelecimento comercial.

A Comissão de Ética estabeleceu um prazo de 90 dias para a conclusão das investigações. O processo seguirá as seguintes etapas:

  1. Instrução: Coleta de depoimentos, análise das imagens e defesa do parlamentar.

  2. Relatório Final: Parecer da comissão sugerindo ou não uma punição.

  3. Julgamento em Plenário: O destino político de Elinho será decidido pelos demais vereadores, com penas que variam de advertência à cassação definitiva do mandato.

Além do rito político, o vereador está na mira da justiça comum. Ele pode responder pelos crimes de injúria, ameaça e dano, cujas penas somadas podem ultrapassar um ano e meio de detenção, conforme informou o Investiga MS.

O caso ganhou repercussão nacional após um vídeo gravado pelo próprio ambulante circular na internet. Nas imagens, o vendedor alega que estava sendo impedido de trabalhar na calçada. A resposta de Elinho foi agressiva: o vereador aparece dizendo que, se encontrasse o rapaz ali novamente, ele "apanharia mesmo", mandou o vendedor "chamar a polícia na p*** que pariu" e, em seguida, destruiu a caixa de isopor contendo os salgados que seriam vendidos.

Uma testemunha ocular relatou nas redes sociais que a agressividade teria começado antes da chegada do vereador, por parte da esposa do parlamentar. "O rapaz só estava parado lá fora vendendo. Foi muita covardia", afirmou a internauta, contestando a versão de que o ambulante estaria causando perturbação.

Em sua defesa, o vereador Elinho Verde Fruti  afirmou que "perdeu a cabeça" porque o ambulante teria xingado sua esposa e filmado o local sem autorização. Declarou que já resolveu a situação na delegacia e que arcou com os prejuízos financeiros do vendedor. O parlamentar classificou como "oportunismo" as campanhas de arrecadação de dinheiro criadas na internet para ajudar o ambulante.

Um ponto que gera ainda mais polêmica na cidade é o fato de o vereador ser irmão da pessoa responsável pela fiscalização de ambulantes no município, o que levanta debates sobre conflito de interesses na abordagem ao trabalhador informal.

Fonte: MS Todo Dia
Foto: Divulgação

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