MP investiga aumento de atropelamentos de animais e carcaças deixadas nas rodovias em MS

Órgão cobra explicações de concessionárias e órgãos ambientais sobre remoção, sinalização e medidas para evitar novos acidentes

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou inquérito civil para investigar o aumento nos atropelamentos de animais nas rodovias que cortam Três Lagoas e a possível negligência na remoção das carcaças. A medida foi tomada após denúncia do Ibama e está sob responsabilidade da 1ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente do município.

Com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a promotoria aponta que, entre 2020 e 2025, foram registradas 16 ocorrências de atropelamentos de animais – 6 na BR-158 e 10 na BR-262. A PRF, no entanto, não informa se os animais eram silvestres ou domésticos, nem a destinação das carcaças, o que reforça a necessidade de padronização nos registros e no manejo das ocorrências.

O Promotor de Justiça Antônio Carlos Garcia de Oliveira solicitou informações detalhadas a diversos órgãos e empresas. Entre os oficiados estão PRF, Polícia Militar Ambiental, DNIT, PMR, Imasul e uma concessionária da região. Os pedidos incluem relatórios com número de atropelamentos, causas, destino das carcaças e imagens das ocorrências.

A Agência Estadual de Regulação (Agems) informou que foram instaladas duas passagens de fauna na MS-306 (km 147+160 e 210+700), e outras 23 estão previstas por exigência do Imasul: 10 na MS-112, 12 na BR-158 e 1 na BR-436, todas com monitoramento 24 horas.

As concessionárias relataram que, após o início da operação das praças de pedágio, o tráfego médio mensal é de “3.032 veículos na MS-306” e “2.522 veículos na MS-112”. Informaram ainda que seguem protocolos de remoção rápida das carcaças e sepultamento controlado, para evitar a presença de necrófagos e novos acidentes. Também afirmam manter convênios com a Polícia Militar Ambiental para destinar animais vivos ao CRAS ou hospitais veterinários, além da instalação de sinalização e passagens de fauna.

O MPMS quer garantir que esses protocolos estejam sendo cumpridos de fato, com resposta rápida, destinação ambientalmente correta e transparência. O inquérito visa apurar responsabilidades, melhorar o atendimento às ocorrências e reduzir riscos à fauna e à segurança viária. O órgão também estuda a necessidade de recomendações formais e ajustes operacionais junto aos envolvidos.