Iagro confirma casos de raiva animal em Costa Rica e reforça importância da vacinação do rebanho

Autoridades pedem colaboração dos produtores para identificar abrigos de morcegos transmissores

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A cidade de Costa Rica registrou casos confirmados de raiva animal nas regiões da Serrinha e do Rio Jauruzinho, acendendo um alerta sobre a necessidade urgente de prevenção. Segundo o inspetor local da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), Alexandre Gomes Santana, animais morreram em duas propriedades rurais e pessoas que tiveram contato com os bovinos foram encaminhadas ao posto de saúde para acompanhamento médico.

“A Vigilância Sanitária do município foi oficialmente informada. Estamos divulgando nas redes sociais e realizando perifoco para levantamento se estão ocorrendo mais casos na região”, afirmou Alexandre. Ele também reforçou que a vacinação antirrábica e o controle de morcegos transmissores da doença são fundamentais. “É importante que o produtor notifique à Iagro a presença de abrigos, como taperas, poços, ocos de árvore ou cavernas.”

Região é considerada de alto risco

O alerta foi reforçado pelo especialista Fábio Shiroma de Araujo, do Núcleo do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros, que destacou o histórico da doença na área e os riscos para os municípios vizinhos.

“Estamos aqui para alertar novamente o município de Costa Rica e também englobando o município de Figueirão contra a ocorrência de raiva na região da Serrinha”, afirmou. O novo caso foi registrado nas nascentes do Rio Jauruzinho, próximo à divisa entre Costa Rica e Figueirão. Segundo ele, a região já havia sido delimitada como de alto risco em 2025, após caso confirmado nas cachoeiras das Araras.

A presença de morrarias, cavernas e fendas naturais na região cria ambientes ideais para abrigar o morcego hematófago, também conhecido como morcego-vampiro, principal vetor da doença. “No momento em que ele se alimenta do sangue, ele elimina o vírus pela saliva, transmitindo a raiva aos animais apenas quando está doente, que é o que está acontecendo nessa região”, explicou Shiroma.

Prevenção começa com a vacinação e a comunicação

A vacinação do rebanho é a principal forma de prevenção. Shiroma explicou que propriedades que nunca vacinaram devem aplicar uma dose e fazer o reforço em até 30 dias. Já para quem mantém o calendário em dia, uma única aplicação é suficiente.

Além disso, a colaboração dos moradores e produtores é essencial. “Existe a possibilidade de controlar a doença através do controle da população desses morcegos. Para isso, o produtor rural ou morador que souber de possíveis abrigos deve comunicar o escritório da IAGRO mais próximo”, alertou.

Ele também enfatizou que não há qualquer tipo de punição para quem comunica casos suspeitos ou presença de abrigos. “Não existe sanção, multa ou interdição para as propriedades. Foi graças à propriedade que comunicou este caso de janeiro que pudemos obter o resultado positivo e estamos aqui hoje alertando vocês”, disse.

Sintomas e orientações

A Iagro reforça que a raiva é uma zoonose grave, sem cura, que pode ser transmitida aos seres humanos. Os sintomas nos animais incluem:

Isolamento

Falta de apetite

Caminhar cambaleante

Morte entre 3 a 7 dias após o início dos sinais

Orientações importantes:

Não manuseie animais doentes ou morcegos. A equipe da Iagro é treinada e vacinada para lidar com essas situações.

Não destrua abrigos de morcegos por conta própria. A Iagro realiza o monitoramento correto e seguro.

Informe imediatamente a Iagro ao notar sinais suspeitos. O atendimento é gratuito, sem multa ou interdição da propriedade.

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