Segurança Pública intensifica combate ao contrabando de Canetas Emagrecedoras em MS 

Mais de 3 mil caixas de medicamentos irregulares foram apreendidas desde 2025; forças de segurança alertam para os riscos à saúde e o crime de contrabando

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 O aumento expressivo no transporte irregular de medicamentos para tratamento de obesidade, as populares “canetas emagrecedoras”, acendeu o alerta das forças de segurança em Mato Grosso do Sul. Atuando sob a coordenação da Sejusp-MS, equipes do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) e do BPMRv (Batalhão de Polícia Militar Rodoviária) têm intensificado o cerco nas rodovias estaduais para frear a entrada desses produtos, oriundos majoritariamente do Paraguai.

O balanço da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública revela a magnitude do problema:

  • Desde 2025: Foram retiradas de circulação mais de 3 mil caixas do medicamento.

  • Janeiro de 2026: Apenas na primeira quinzena deste ano, 189 caixas já foram apreendidas.

  • Capacidade: Cada caixa contém, em média, quatro unidades, totalizando milhares de doses ilegais impedidas de chegar ao consumidor final.

O Tenente-Coronel Wilmar Fernandes, comandante do DOF, explica que os criminosos tentam ocultar o medicamento em meio a cargas de eletrônicos e cigarros. "Por não possuir autorização de importação, a entrada configura crime de contrabando", ressalta.

Já o Tenente-Coronel Vinícius de Souza Almeida, comandante do BPMRv, destaca a criatividade dos infratores. Recentemente, na rodovia MS-386 (Sanga Puitã), policiais localizaram os produtos escondidos dentro do compartimento do estepe de um veículo. "A rotina operacional e a experiência das equipes têm sido fundamentais para localizar esses compartimentos escondidos", afirmou.

Risco à saúde

Para além da esfera criminal, o secretário-executivo de Segurança Pública, Wagner Ferreira da Silva, alerta para o perigo biológico. O transporte dessas canetas exige, muitas vezes, controle rigoroso de temperatura, o que não ocorre no contrabando.

"Além de configurar crime, esse tipo de mercadoria representa risco direto à saúde da população quando utilizado sem prescrição médica e sem procedência garantida", reforçou Ferreira.

Todo o material interceptado é encaminhado à Polícia Federal e, posteriormente, à Receita Federal para os devidos procedimentos legais. As forças de segurança prometem manter a intensidade das fiscalizações nos principais corredores rodoviários e regiões de fronteira para coibir essa nova dinâmica criminosa.

Fonte: MS Todo Dia
Foto: PMMS

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