Após crimes em Figueirão e Costa Rica, golpista da venda de carros faz vítima em Paraíso das Águas

Mesmo estelionatário é citado em novos casos de fraude eletrônica com comprovantes falsos e intermediação enganosa

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Um novo caso de fraude eletrônica envolvendo a venda de veículos pela internet foi registrado pela Polícia Civil de Paraíso das Águas e reforça o alerta para um golpe que já deixou vítimas em outros municípios da região, como Figueirão e Costa Rica.

Desta vez, a ocorrência envolve a negociação de um Ford EcoSport ano 2015, anunciado por R$ 44,3 mil. A vítima, um homem de 44 anos, relatou que foi enganada durante todo o processo de compra e venda após negociar exclusivamente por meio de aplicativos de mensagens.

Segundo o boletim de ocorrência, um homem que se apresentou como Nelson Arcanjo Nunes entrou em contato se passando por intermediador da venda. Durante as conversas, que envolveram mais de um número de telefone, o suposto negociador transmitiu confiança e conduziu todas as tratativas de forma virtual.

Convencida de que o pagamento seria realizado, a vítima acabou transferindo o veículo para um terceiro indicado pelo golpista, acreditando que o valor acordado seria depositado em sua conta. No entanto, mesmo após o envio de supostos comprovantes bancários, o dinheiro nunca foi creditado. Somente depois, a vítima percebeu que havia caído em um golpe.

O caso foi registrado como fraude eletrônica e agora é investigado pela Polícia Civil.

Mesmo nome, mesmo método: padrão se repete na região

O episódio apresenta fortes semelhanças com outros golpes recentes registrados na região, especialmente um caso ocorrido em Figueirão, onde um mecânico teve um Fiat Uno Way levado após receber um comprovante falso de transferência enviado por WhatsApp. Na ocasião, o veículo acabou sendo localizado em Costa Rica, nas mãos de outro comprador que também havia sido enganado pelo mesmo estelionatário.

Assim como no novo caso, o suspeito utilizou a estratégia de intermediação falsa, envio de terceiros para buscar o veículo, promessa de pagamento imediato e uso de prints bancários para simular transferências que nunca se concretizaram.

Em Figueirão, a fraude só foi totalmente esclarecida após a divulgação do caso pela imprensa, quando o comprador de Costa Rica reconheceu o veículo e, de forma voluntária, procurou a Polícia Civil para devolvê-lo.

Polícia reforça alerta: comprovante não é pagamento

A Polícia Civil reforça que golpes desse tipo têm se tornado cada vez mais frequentes, principalmente em negociações feitas fora de concessionárias ou plataformas seguras. A orientação é clara: nunca entregar veículo ou documentos sem a confirmação real do valor na conta bancária, independentemente de comprovantes enviados por aplicativos.

Casos com intermediários, terceiros enviados para buscar o bem e pressa para concluir o negócio devem ser tratados com desconfiança redobrada.

As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e verificar se os casos fazem parte de um mesmo esquema criminoso que vem atuando em diferentes municípios do norte e nordeste de Mato Grosso do Sul.


Foto: Reprodução/BNC Notícias

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