Paraíso das Águas, Chapadão do Sul, Paranaíba e Cassilândia registram os menores volumes de chuva em MS

Dados do Cemtec/MS revelam desequilíbrio no regime hídrico, com chuvas abaixo da média em quase metade dos municípios monitorados

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O mês de dezembro foi de chuvas escassas em diversas regiões de Mato Grosso do Sul, com destaque para os municípios de Paranaíba (-58%), Paraíso das Águas (-48%), Cassilândia (-47%) e Chapadão do Sul (-47%), que apresentaram os piores índices de precipitação em comparação à média histórica, segundo levantamento do Monitor de Secas, elaborado pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec/MS).

A análise, vinculada à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), mostra que dos 50 pontos monitorados, 23 ficaram abaixo da média histórica, enquanto 26 apresentaram chuvas acima do normal e apenas um se manteve dentro da média.

Essa distribuição irregular do regime hídrico já havia sido antecipada pelos meteorologistas do Cemtec/MS. O prognóstico climático para o verão indicava a possibilidade de comportamento fora do padrão — o que se confirmou, com regiões enfrentando escassez hídrica severa, enquanto outras receberam chuvas acima da média.

No extremo oposto, o município de Mundo Novo registrou o maior volume de chuva do mês, com 439 milímetros acumulados, representando 144% acima da média climatológica. Já em Campo Grande, os cinco pontos de monitoramento indicaram que os acumulados ficaram de 18% a 40% acima da média histórica, variando conforme a região da capital.

Além da precipitação irregular, o mês de dezembro também apresentou fortes variações térmicas. As temperaturas oscilaram entre 12,8°C (registrada em Aral Moreira, no dia 17) e 39,8°C (Porto Murtinho, no dia 1º), representando uma das maiores amplitudes térmicas do período.

A previsão para os próximos meses não é otimista. Segundo a coordenadora do Cemtec/MS, Valesca Fernandes, os dados de modelos climáticos sugerem que o padrão de irregularidade deve persistir.

“Em uma grande parte do Mato Grosso do Sul haverá um cenário de irregularidade na distribuição das chuvas. No entanto, a expectativa é de que, de modo geral, os volumes de chuva fiquem abaixo da média histórica”, afirmou.

Com o alerta do Cemtec, municípios que já enfrentam redução nas chuvas devem se preparar para impactos prolongados nas atividades agrícolas, no abastecimento e na gestão hídrica. A situação reforça a necessidade de planejamento preventivo e ações coordenadas entre governo e produtores para mitigar os efeitos da seca no estado.

Fonte: Jornal MS Todo Dia

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