Riedel apresenta Rota da Celulose, parceria que prevê R$ 10 bilhões em investimentos e nova gestão de rodovias em MS

Projeto amplia segurança viária e moderniza logística com pedágio eletrônico e monitoramento em tempo real

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O governador Eduardo Riedel participou nesta segunda-feira (2) da apresentação técnica da Rota da Celulose, projeto de concessão rodoviária que prevê investimentos de R$ 10,1 bilhões em Mato Grosso do Sul. A proposta, firmada via Parceria Público-Privada (PPP), será operada por 30 anos pelo consórcio Caminhos da Celulose, responsável por trechos das rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267.

Do total previsto, R$ 6,9 bilhões serão destinados a obras e melhorias e R$ 3,2 bilhões para operação e manutenção. O modelo permite investimentos adicionais conforme o aumento do tráfego e inclui tecnologias como pedágio sem cancelas (free flow), 100% de monitoramento das vias e conectividade em tempo real.

“Este contrato é uma mudança de competitividade e transformador. Uma nova modelagem com segurança jurídica, flexibilidade, em que o Estado por exemplo é sócio do projeto. Uma mudança de modelo e de conceito. Vai dar principalmente ao usuário a garantia que ele vai pagar e vai receber aquilo que foi contratado”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

Tecnologia, segurança e expansão viária

A Rota da Celulose abrangerá 1,2 milhão de pessoas em nove municípios do Estado: Água Clara, Anaurilândia, Bataguassu, Campo Grande, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo e Três Lagoas.

O plano inclui 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 38 km de contornos urbanos, 62 dispositivos de acesso e 22 passagens de fauna, entre outras obras.

A infraestrutura também contará com pontos de parada, câmeras a cada 1,8 km, sensores de pista, controle de velocidade e sistema de comunicação contínuo.

Riedel reforçou o caráter inovador da concessão: “Vai dar mais segurança aos usuários e o contrato não é estagnado, o que permite ao longo do processo avançar em investimentos em trechos específicos, em função do nível e aumento de tráfego.”

Primeiras ações e impacto

Nos 100 primeiros dias estão previstas ações como roçada de 2,1 milhões de m², sinalização horizontal e vertical, limpeza de drenagens, retirada de entulho e reparos emergenciais em 150 km de pista.

A secretária especial do Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE), Eliane Detoni, reforçou os ganhos ao usuário: “O que no final nós buscamos é atender as pessoas, dando conforto, segurança aos usuários das nossas rodovias. Serviço de qualidade. O setor privado traz capital, eficiência, inovação e expertise, com melhorias na vida do cidadão, sendo um ciclo virtuoso para economia, geração de empregos.”

O diretor-presidente do consórcio, Luiz Fernando De Donno, apresentou detalhes do cronograma e destacou o impacto logístico da concessão: “O projeto vai trazer desenvolvimento não apenas para a região Leste, para todo o Estado e ao Brasil... Fornecendo a facilidade do escoamento da produção agrícola, motivando a competitividade do Estado e a integração regional.”

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, também participou do evento e avaliou o projeto como modelo de cooperação entre esferas de governo: “Hoje precisamos de parcerias público-privadas e um modelo regulador estratégico que permita flexibilidade. Ninguém faz nada sozinho e precisa promover um trabalho em parceria.”

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