Vereadora denuncia uso da máquina pública para silenciar oposição em Chapadão do Sul

Alline Tontini revela suposta interferência direta do prefeito nas votações e pressão em redes sociais

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Na sessão de reabertura dos trabalhos legislativos de 2026 em Chapadão do Sul, realizada na segundaa-feira (02), a vereadora Alline Tontini fez um pronunciamento contundente, denunciando o que classificou como uma tentativa sistemática de blindagem do prefeito Walter Schlatter por parte da base aliada na Câmara Municipal.

“Agora um prefeito e uma base do prefeito, que mais trabalha para tentar constranger e desmoralizar quem fiscaliza, já sei bem para o que vieram”, declarou Alline, apontando que vereadores da base atuam mais para proteger o Executivo do que para cumprir o verdadeiro papel do Legislativo. “Não vieram para ser vereador no papel real de vereador [...] e sim para trabalhar, lidar e proteger o poder executivo”, reforçou.

A parlamentar também destacou que os vereadores da oposição vêm sendo alvo de ataques públicos e privados. “Quando é oposição, é escândalo, traição, canalhas, vigaristas, ladrões, quadrilha”, disse, criticando a hipocrisia de parte da base, que segundo ela “combina em segredo, mas acusa quem faz e aparece”.

Tentativa de controle e manipulação

Alline ainda acusou o prefeito de tentar controlar o Legislativo por meio de articulações políticas veladas e pressão direta sobre os vereadores. “É vergonhoso um prefeito gastar seu tempo batendo boca com o vereador e também com outras pessoas, em Instagram, Facebook, WhatsApp, impondo suas ideias e opiniões, goela abaixo”, disse. “Quando ele usa os meios de comunicação oficiais, as redes sociais para atacar quem fiscaliza, isso não é defesa, é abuso".

A vereadora ainda mencionou que teve acesso a trechos de conversas revelariam uma tentativa explícita de barrar um projeto de sua autoria. Em uma das mensagens, atribuídas ao prefeito, ele escreve. “Amanhã, se acontecer de ser pautado o projeto da Aline, precisamos que vote contra. [...] Qualquer coisa, me liga quando puder.”

Segundo Alline, tais mensagens comprovam que o prefeito atua nos bastidores para interferir em votações e direcionar decisões da Câmara. A parlamentar também citou a saída forçada de uma vereadora, utilizada como instrumentos de retaliação. “Quem tirou o cargo da Inês não foi um dos novos vereadores, e sim o prefeito, que não aceitou a democracia, o voto dela, a opinião dela. Pra quê? Pra punir".

No caso, Alline se feriur ao fato de que o prefeito exonerou do cargo de secretário de Esportes Emerson Sapo, que é vereador. Ao deixar a secretaria, Emerson voltou a ocupar uma cadeira na Câmara, fazendo que Inês, sua suplente, saísse do legislativo. Isso teria ocorrido como retaliação, já que Inês não teria seguido as ordens do prefeito durante a votação da mesa diretora.

Fonte: Jornal MS Todo Dia

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