Vereador Vanderson Cardoso denuncia retaliação a quem vota contra o prefeito em Chapadão do Sul

Parlamentar afirma que vereadora Inez do Banco perdeu espaço por votar com a própria consciência e cobra maturidade do prefeito

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Durante a sessão de abertura do ano legislativo em Chapadão do Sul, realizada na última segunda-feira (02), o vereador Vanderson Cardoso fez um discurso forte em que denunciou a suposta perseguição política sofrida por colegas que se posicionaram de forma independente, contrariando os interesses do prefeito Walter Schlatter.

O principal caso citado por Vanderson foi o da vereadora Inez do Banco, que, segundo ele, foi punida institucionalmente após não seguir a orientação da base governista em uma votação.

“Ela falou isso pra mim: ‘eu vou votar com a cabeça tranquila, eu sei o que vai dar, mas eu vou votar com o meu coração aberto’. E ela votou. E ela foi punida.”

Vanderson rebateu qualquer insinuação de compra de votos. “Você acha que ela ia se vender para um pedreiro que nem eu? Que dinheiro que eu tenho para dar para Inês? Eu peço emprestado para ela o dinheiro.”

No caso, citado por Vanderson, o prefeito exonerou do cargo de secretário de Esportes Emerson Sapo, que era vereador licenciado. Ao deixar a secretaria, Emerson voltou a ocupar uma cadeira na Câmara, fazendo que Inez, sua suplente, saísse do legislativo. Isso teria ocorrido como retaliação, já que Inez não teria seguido as ordens do prefeito durante a votação da mesa diretora.

Vanderson também aproveitou o espaço para fazer um apelo direto ao prefeito. “O senhor tem que trabalhar, prefeito. Tem que parar com essa coisa de menino, de criança. O senhor tem que trabalhar por Chapadão do Sul. Senão, quem sofre é a cidade.”

Além da denúncia de interferência política, Vanderson usou parte do discurso para defender sua trajetória pública e reafirmar sua integridade. Alvo de críticas recentes, ele se dirigiu aos colegas e à população com um desabafo marcado pela fé e pela consciência pessoal. “Não sou bandido, não sou corrupto, eu estou político. [...] Só quem poderá me tirar daqui é Deus”.

Com tom firme, o vereador reafirmou que não teme acusações injustas e que seu mandato só termina “no tempo de Deus ou pela vontade do povo”.


Fonte: Jornal MS Todo Dia

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