Costa Rica instala armadilhas para monitorar mosquito antes de surtos de dengue

Rede com mais de 100 pontos começa a mapear presença do Aedes e orientar ações por região

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Costa Rica iniciou neste mês a instalação de armadilhas para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. A estratégia aposta na identificação precoce do vetor para direcionar ações de combate antes que surtos sejam registrados.

Chamadas de ovitrampas, as armadilhas são recipientes preparados para atrair fêmeas do mosquito em busca de locais para depositar ovos. Ao todo, 109 pontos foram distribuídos em diferentes regiões da cidade, formando uma rede de vigilância.

A partir da coleta periódica, equipes de saúde analisam o material e conseguem medir a densidade de ovos do mosquito em cada área. Com esses dados, é possível montar um mapa de risco e identificar bairros com maior circulação do vetor.

Na prática, o sistema permite substituir ações generalizadas por intervenções pontuais, concentrando esforços onde há maior chance de infestação. A medida também antecipa respostas, já que detecta a presença do mosquito antes mesmo do aumento de casos da doença.

O monitoramento será feito por agentes de endemias e equipes de vigilância epidemiológica, responsáveis pela manutenção das armadilhas e análise dos dados.

Apesar da tecnologia, especialistas reforçam que o controle do mosquito ainda depende da eliminação de criadouros dentro das casas, como recipientes com água parada - principal ambiente de reprodução do Aedes aegypti.

Fonte e foto: assessoria

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