Vídeo: novo caso de raiva animal acende alerta em Figueirão e reforça risco em área rural

Prefeitura orienta produtores sobre vacinação, sintomas e cuidados após confirmação em março de 2026

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Um novo caso de raiva animal confirmado em março de 2026 voltou a acender o alerta entre produtores rurais de Figueirão e região. A prefeitura informou que a ocorrência foi registrada em áreas próximas à divisa com Camapuã, especialmente na região da cabeceira do Ribeirão Pontinha e no entorno do Pontinha do Coxo, seguindo em direção ao Rio Coxim - locais onde há histórico recorrente da doença.

Segundo o comunicado, a área já apresentou focos confirmados em 2023, 2024 e, agora, novamente em 2026, o que reforça a necessidade de atenção redobrada por parte dos pecuaristas.

A transmissão da raiva em animais como bovinos, equinos, ovinos, caprinos e suínos ocorre por meio do morcego hematófago, conhecido como morcego-vampiro. Ao se alimentar do sangue, o animal infectado pode transmitir o vírus pela saliva. Esses morcegos costumam se abrigar em matas ciliares, ocos de árvores, locas de pedra, casas abandonadas, poços e construções desativadas.

Diante do cenário, a vacinação é apontada como a principal forma de prevenção. A orientação é que propriedades que já vacinam mantenham o reforço anual. Animais que receberam a primeira dose devem ser revacinados entre 20 e 30 dias, enquanto rebanhos nunca imunizados precisam iniciar o esquema com a primeira dose seguida do reforço.

A prefeitura chama atenção para casos recentes de morte de animais jovens, que podem não ter recebido o reforço da vacina - fator que aumenta o risco de infecção e reforça a importância do esquema completo.

Os produtores também devem ficar atentos aos sintomas. Animais com dificuldade para andar, cambaleando, que deitam com frequência e evoluem para morte entre três e sete dias podem estar infectados.

Em casos suspeitos, a recomendação é não manusear os animais e procurar imediatamente o escritório de atendimento mais próximo. A orientação também é comunicar às equipes técnicas sobre a existência de abrigos de morcegos nas propriedades.

Outro ponto de alerta é que a raiva também pode afetar humanos e não tem cura. Apesar disso, não há interdição nem aplicação de multas para propriedades onde casos forem registrados.

A prefeitura reforça que, diante de qualquer dúvida, os produtores devem buscar atendimento. A prevenção, segundo o alerta, é essencial para proteger o rebanho, a família e toda a comunidade rural.

Fonte: MS Todo Dia

Foto: Divulgação

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