Infectologista Dra. Lauren alerta: Costa Rica entra na zona vermelha com números de casos de dengue

Segundo ela, Costa Rica ocupa segundo lugar em ranking com maior número de casos e cenário exige mudança de comportamento da população

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Costa Rica vive um cenário preocupante diante do avanço da dengue e já ocupa o segundo lugar no ranking de maior número de casos em Mato Grosso do Sul. O município registra 380 casos a cada 100 mil habitantes, índice que coloca a cidade em zona vermelha, com risco elevado de agravamento da situação nas próximas semanas.

O alerta foi feito pela médica infectologista Dra. Lauren, que chama atenção para o aumento expressivo da circulação do vírus e os impactos diretos no sistema de saúde.

“O vírus está circulando mais, há maior número de casos, superlotação em hospitais e maior chance de casos graves”, destacou a especialista.


Segundo ela, o cenário exige mobilização coletiva e mudança de comportamento da população, já que o combate ao mosquito transmissor depende principalmente de ações dentro das residências.

“Vocês acham que a dengue é só um problema de saúde pública, mas a dengue começa no seu quintal. Todos nós podemos mudar esse cenário se cada um fizer um pouquinho em casa”, reforçou.

Monitoramento com ovitrampas começou em março

Como resposta ao crescimento dos casos e para fortalecer o enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, Costa Rica iniciou, no dia 10 de março de 2026, a implantação do Projeto de Ovitrampas, uma estratégia considerada moderna e mais precisa para monitorar a infestação.

A iniciativa consiste na instalação de 109 pontos de coleta, distribuídos em locais estratégicos por toda a cidade. As armadilhas funcionam como sensores biológicos e permitem identificar a presença do mosquito antes mesmo que um surto se intensifique.

As ovitrampas simulam o ambiente ideal para reprodução do Aedes e atraem as fêmeas para deposição de ovos. Periodicamente, equipes do Controle de Vetores, agentes de endemias e da Vigilância Epidemiológica fazem manutenção e análise técnica do material coletado.

Os dados são processados para gerar um mapa de calor da infestação, indicando os bairros com maior risco.

O objetivo é abandonar ações generalizadas e atuar com mais eficiência, direcionando o combate exatamente onde há maior circulação do mosquito, com base em evidências.

Teste rápido da dengue passa a integrar o SUS

Outra medida importante anunciada nesta semana foi a inclusão do teste rápido para diagnóstico da dengue no SUS. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (26) e já está em vigor.

O Ministério da Saúde reforçou que o exame não substitui a avaliação médica e que pessoas com sintomas devem procurar atendimento.

Estado amplia estrutura diante do aumento de casos

Com o avanço de arboviroses em Mato Grosso do Sul, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) anunciou nesta terça-feira (24) a abertura de 15 leitos exclusivos para pacientes com chikungunya no Hospital Regional de Dourados, sendo 10 para adultos e 5 pediátricos.

O município de Dourados está em situação de emergência devido ao crescimento acelerado da doença. Conforme boletim divulgado no dia 24 de março, os casos confirmados subiram de 648 para 721.

Alerta em Costa Rica: risco maior de casos graves

Para a infectologista Dra. Lauren, o momento exige atenção redobrada, principalmente para sinais de gravidade como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura e fraqueza extrema.

Ela reforça que o combate ao mosquito precisa ser diário, com eliminação de recipientes com água parada, limpeza de quintais, calhas e caixas d’água, além do descarte correto de lixo.

Com Costa Rica já em nível crítico, o alerta é claro: se não houver resposta rápida e envolvimento da população, a tendência é de aumento da pressão sobre hospitais e maior risco de casos graves.

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