Piauiense desaparece após chegar a Cassilândia para trabalho e família cobra respostas

Se você tiver informações sobre o paradeiro de Marcelo Brito da Rocha, entre em contato pelo número (86) 99587-5760 ou (86) 99430-6566.

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Marcelo Brito da Rocha, de 37 anos, está desaparecido há semanas após chegar a Cassilândia (MS) para trabalhar. O caso envolve relatos de comportamento estranho, último contato confuso e críticas da família à condução da investigação.

Segundo boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia Civil do município, Marcelo Brito da Rocha, natural de Parnaíba (PI), saiu da cidade de origem no dia 3 de abril de 2026, após conseguir uma vaga como ajudante florestal em uma empresa do setor. Ele chegou a Cassilândia na noite do dia 5 e ficou hospedado em um hotel.

Na manhã do dia seguinte (6), foi levado para realizar exame admissional, mas desistiu da vaga ainda no processo. Ele escreveu uma carta de próprio punho formalizando a desistência e solicitou que a empresa custeasse sua passagem de volta ao Piauí, o que foi atendido.

Ainda no dia 6, por volta das 15h, Marcelo foi deixado na rodoviária por funcionários da empresa. Poucos minutos depois, ligou para uma funcionária, mas a chamada estava ruim e não foi possível entender o que dizia. Quando ela retornou ao local, cerca de 30 minutos depois, encontrou as bagagens e a passagem abandonadas.

Uma comerciante relatou que Marcelo aguardava o ônibus quando percebeu a aproximação de uma viatura da Polícia Militar e saiu correndo, tomando rumo desconhecido. Às 16h, ele ainda chegou a atender uma ligação e disse apenas que “estava em casa”. Desde então, não foi mais visto.

Uma complementação do boletim de ocorrência aponta que, ainda no hotel, Marcelo apresentou falas desconexas. Ele teria dito que o quarto estava “inundado” e que subiria no teto para conter um suposto vazamento — situação que não correspondia à realidade, segundo funcionários.

A família também informou que ele não tinha histórico de transtornos mentais até sair de casa, embora houvesse consumo de álcool. Ele estava sozinho, a pé, vestindo short preto, camiseta preta com detalhes vermelhos e chinelos. Tinha 1,74m de altura, cerca de 85 kg, cabelos curtos e ondulados, olhos castanhos e pele parda.

De acordo com familiares, antes de desaparecer, Marcelo fez ligações e enviou áudios em tom de despedida. “Ele ligou desesperado, dizendo que estava fugindo de umas pessoas. Não falou quem, só disse que queriam matar ele. Parecia despedida”, relatou uma familiar.

Ela também critica a atuação das autoridades e aponta supostas falhas no registro do caso. “A polícia não está se empenhando. O boletim saiu errado várias vezes, sem assinatura. Parece que só copiaram o que a empresa falou”, afirmou. 

A familiar ainda relata que foi até Cassilândia em busca de respostas, mas encontrou dificuldades. “Fui na delegacia vários dias e não consegui nada. Foi tratado com descaso. Já tem quase 30 dias e ninguém tem notícia dele.”

A família registrou boletim de ocorrência também em Parnaíba (PI) e segue tentando ampliar a divulgação do caso, inclusive buscando repercussão em veículos nacionais. Cartazes divulgados nas redes sociais apontam que Marcelo pode estar desorientado e pedem que qualquer informação seja repassada à família.

Até o momento, não há confirmação sobre o paradeiro dele. Se você tiver informações, entre em contato pelo número (86) 99587-5760 ou (86) 99430-6566.

Fonte: Jornal MS Todo Dia.

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