Moradora é picada por escorpião em Chapadão do Sul e alerta para risco em áreas urbanas

Caso reacende preocupação com acidentes envolvendo animais peçonhentos; escorpiões são responsáveis pela maioria das ocorrências em MS

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Uma moradora de Chapadão do Sul viveu momentos de preocupação após ser picada por um escorpião dentro de sua residência. Segundo relato, a casa e o quintal são mantidos limpos e organizados, mas terrenos e imóveis vizinhos com acúmulo de materiais e falta de manutenção podem favorecer o aparecimento desses animais.

O caso chama atenção para um problema que vem preocupando autoridades de saúde em Mato Grosso do Sul. Os escorpiões são atualmente os principais responsáveis pelos acidentes com animais peçonhentos registrados no Estado. Dados da Secretaria Estadual de Saúde mostram que cerca de três em cada quatro ocorrências envolvendo animais peçonhentos são causadas por escorpiões. Entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025, foram registrados mais de 6 mil acidentes escorpiônicos em Mato Grosso do Sul.
Neste ano, o alerta continua. A Secretaria de Estado de Saúde reforçou recentemente que os escorpiões estão cada vez mais adaptados ao ambiente urbano e encontram abrigo em entulhos, frestas, ralos, caixas de gordura e locais com presença de baratas, seu principal alimento.

Especialistas alertam que a limpeza do imóvel é fundamental, mas nem sempre suficiente quando há focos em terrenos vizinhos ou áreas abandonadas. Por isso, a prevenção depende também da colaboração de toda a comunidade.

Entre as principais recomendações estão manter quintais livres de entulho, vedar ralos e frestas, sacudir roupas e calçados antes do uso, controlar a presença de insetos e evitar o acúmulo de materiais de construção ou objetos sem utilização. 

Em caso de picada, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente. Crianças e idosos fazem parte do grupo de maior risco para complicações causadas pelo veneno do escorpião. A avaliação rápida pode ser decisiva para evitar agravamentos.

O episódio em Chapadão do Sul serve de alerta para moradores de toda a região, especialmente durante períodos de temperaturas mais elevadas e após chuvas, quando a atividade desses animais costuma aumentar.

Fonte: Jornal MS Todo Dia. 

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