Trabalho infantil ainda desafia Mato Grosso do Sul e preocupa especialistas

Estudo aponta dificuldades para combater o problema no país; em MS, centenas de crianças e adolescentes já foram afastados de atividades ilegais

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Apesar dos avanços nas políticas públicas de proteção à infância, o trabalho infantil continua sendo uma realidade preocupante em Mato Grosso do Sul e em todo o Brasil. Um estudo divulgado nesta semana mostra que os desafios para combater o problema ainda são grandes, mesmo com a existência de programas voltados à prevenção e erradicação dessa prática.

Segundo levantamento do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), o Brasil ainda tem cerca de 1,65 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos em situação de trabalho infantil. O número representa aumento em relação ao ano anterior e evidencia a necessidade de fortalecer as ações de proteção social.

Em Mato Grosso do Sul, os dados também acendem o alerta. Somente em 2025, operações de fiscalização retiraram 103 crianças e adolescentes de atividades consideradas ilegais ou perigosas no Estado. Entre os locais fiscalizados estavam oficinas mecânicas, propriedades rurais, indústrias e estabelecimentos comerciais.

Além disso, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que Mato Grosso do Sul ficou entre os estados com maior número de afastamentos de crianças e adolescentes do trabalho infantil em 2025, com 235 casos registrados.

Especialistas alertam que o trabalho precoce pode causar prejuízos ao desenvolvimento físico, emocional e educacional das crianças, além de aumentar os riscos de acidentes e problemas de saúde. As chamadas piores formas de trabalho infantil incluem atividades insalubres, perigosas ou que comprometam a frequência escolar.

O estudo também destaca que apenas a existência de programas governamentais não garante resultados efetivos. Questões como financiamento, continuidade das políticas públicas e integração entre os órgãos de proteção ainda são apontadas como desafios para reduzir os índices de trabalho infantil no país.

A orientação é que casos suspeitos sejam denunciados aos Conselhos Tutelares, ao Ministério Público do Trabalho ou por meio dos canais oficiais de denúncia. O objetivo é garantir que crianças e adolescentes tenham acesso à educação, lazer e desenvolvimento adequado, longe de atividades que coloquem seus direitos em risco.

Fonte: MS Todo Dia.

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