Doença silenciosa pode comprometer a visão de jovens e exige atenção precoce

Ceratocone surge na adolescência, provoca distorções visuais e pode evoluir sem diagnóstico

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Uma doença ocular que costuma surgir na adolescência tem preocupado especialistas por evoluir de forma silenciosa e comprometer a visão: o ceratocone.

O problema afeta a córnea, que perde o formato natural e passa a ficar mais fina e irregular, causando visão embaçada, distorcida e aumento rápido do grau de óculos.

Os primeiros sinais geralmente aparecem ainda na juventude e incluem dificuldade para enxergar com nitidez, sensibilidade à luz, irritação nos olhos e mudanças frequentes no grau.

Apesar da predisposição genética, o principal fator de risco está no hábito de coçar os olhos, especialmente em pessoas com alergias. A prática pode acelerar a evolução da doença.

Segundo especialistas, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar a progressão do quadro. A identificação é feita em consultas oftalmológicas, com exames específicos da córnea.

O tratamento varia conforme o estágio. Nos casos iniciais, óculos podem ser suficientes. Com a evolução, podem ser indicadas lentes de contato rígidas e, em situações mais avançadas, procedimentos como crosslinking ou implante de anel.

A orientação é procurar avaliação médica ao perceber alterações na visão, principalmente durante a adolescência e início da vida adulta.

Campanha nacional
A campanha Junho Violeta busca alertar a população sobre o ceratocone e reforçar a importância do diagnóstico precoce para preservar a visão.

Especialistas destacam que evitar coçar os olhos e manter consultas regulares são medidas simples que ajudam a controlar a doença e reduzir riscos.

Fonte: Jornal MS Todo Dia

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