Brasil registra menor taxa de analfabetismo desde 2016, aponta IBGE

Índice caiu para 4,9% em 2025 e fica abaixo de 5% pela primeira vez na série histórica da PNAD Contínu

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O Brasil atingiu, em 2025, a menor taxa de analfabetismo desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2016. O índice ficou em 4,9% entre a população com 15 anos ou mais.

Pela primeira vez no período analisado, a taxa ficou abaixo de 5%, o que representa cerca de 8,4 milhões de brasileiros analfabetos em números absolutos. Em relação a 2024, houve redução de aproximadamente 592 mil pessoas que não sabiam ler ou escrever um bilhete simples.

Quando considerados apenas os adultos de 15 a 59 anos, a taxa de analfabetismo caiu para 2,6%. Já entre a população com 60 anos ou mais, o índice passou de 16% em 2022 para 13,8% em 2025. Esse grupo segue concentrando a maior parte dos casos, representando cerca de 58% do total de analfabetos no país, o equivalente a aproximadamente 4,9 milhões de pessoas.

Os dados também mostram diferenças regionais. O Nordeste concentra mais da metade dos analfabetos do país, com cerca de 4,8 milhões de pessoas e taxa de 10,6%. Em seguida aparecem as regiões Norte (5,7%), Centro-Oeste (3,3%), Sul (2,4%) e Sudeste (2,3%).

O levantamento do IBGE aponta ainda diferenças por sexo. Entre pessoas com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo entre mulheres (13,7%) ficou ligeiramente abaixo da registrada entre homens (14,1%). Na população geral de 15 anos ou mais, as mulheres também apresentam índice menor (4,6%) em comparação aos homens (5,2%).

Outro recorte do estudo mostra desigualdades raciais. Entre pessoas com 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo entre pretos ou pardos (6,5%) é mais que o dobro da registrada entre brancos (2,8%). Entre idosos, a diferença é ainda maior: 20,6% entre pretos ou pardos contra 7,3% entre brancos.

O IBGE também destaca avanços na escolaridade. Pela primeira vez, mais da metade da população preta ou parda com 25 anos ou mais (51,3%) concluiu o ensino médio. No total da população brasileira nessa faixa etária, o percentual chega a 57,4% em 2025.

Os dados fazem parte do módulo Educação da PNAD Contínua e consideram revisões na série histórica com base no Censo 2022.

Fonte: Jornal MS Todo Dia
Foto: Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília.


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