Aedes avança e cidades da região Norte de MS entram em alerta para infestação do mosquito

Levantamento aponta risco elevado em municípios do Estado; população deve reforçar combate a focos do transmissor da dengue, zika e chikungunya

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Municípios da região Norte de Mato Grosso do Sul acenderam o sinal de alerta para o avanço do mosquito Aedes aegypti. Dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgados pelas autoridades de saúde, mostram que diversas cidades apresentam índices preocupantes de infestação, aumentando o risco de surtos de dengue, chikungunya e zika.

Na região Norte e Nordeste do Estado, municípios como Coxim, Sonora, Pedro Gomes e outras localidades monitoradas estão entre as áreas que exigem maior atenção das equipes de vigilância e da população. O levantamento serve como base para direcionar ações de combate ao mosquito e prevenção das arboviroses.

Segundo os dados mais recentes, a maior parte dos focos continua sendo encontrada dentro das residências. Vasos de plantas, recipientes expostos à chuva, caixas d'água sem vedação adequada e materiais descartados de forma irregular seguem entre os principais criadouros identificados pelos agentes de saúde.

O cenário preocupa porque o período de temperaturas elevadas e a ocorrência de chuvas favorecem a proliferação do mosquito. Com isso, as secretarias municipais intensificam visitas domiciliares, orientações à população e ações de eliminação de criadouros.

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Em cidades da região Norte, as autoridades reforçam que o combate ao Aedes depende da participação direta dos moradores. A recomendação é realizar inspeções semanais nos quintais e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água parada.

Além da dengue, o mosquito também transmite doenças como chikungunya e zika, que podem provocar complicações de saúde e aumentar a demanda por atendimento médico nas unidades públicas.

A Secretaria de Estado de Saúde destaca que o LIRAa é uma ferramenta estratégica para identificar áreas mais vulneráveis e orientar medidas preventivas antes do aumento dos casos. O objetivo é agir de forma antecipada para evitar epidemias e reduzir a circulação do mosquito nos municípios.

Entre as orientações estão manter caixas d'água fechadas, limpar calhas, descartar corretamente materiais que acumulam água e permitir a entrada dos agentes de combate às endemias durante as visitas de inspeção.

Com a presença do Aedes ainda considerada preocupante em diversas regiões de Mato Grosso do Sul, o alerta é para que a população mantenha os cuidados durante todo o ano, especialmente nos municípios que apresentaram índices mais elevados de infestação.

Fonte: Jornal MS Todo Dia

Fotos: Divulgação

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