Operação Sentinela: homem é preso por armazenar material de abuso sexual infantil em Cassilândia

Polícia Civil encontrou diversos arquivos no celular do suspeito durante cumprimento de mandado de busca e apreensão; prisão ocorreu em flagrante

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu em flagrante, nesta terça-feira (14), um homem de 49 anos por armazenamento de material de abuso sexual infantil em Cassilândia. A ação integra mais uma fase da Operação Sentinela, coordenada pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), com apoio das Delegacias de Polícia de Cassilândia e Inocência.

A operação é resultado de investigações conduzidas pela DEPCA, que identificaram o suspeito por, supostamente, armazenar e compartilhar Material de Abuso Sexual Infantil (CSAM, na sigla em inglês), termo utilizado internacionalmente para designar arquivos que registram crimes de violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes.

Com base nas provas reunidas durante a investigação, a Justiça expediu um mandado de busca e apreensão para a residência do investigado. Durante o cumprimento da ordem judicial, os policiais realizaram uma análise preliminar dos equipamentos eletrônicos encontrados no imóvel.

Segundo a Polícia Civil, diversos arquivos contendo material de abuso sexual infantil foram localizados no aparelho celular do suspeito. Diante da constatação, ele recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que criminaliza o armazenamento desse tipo de conteúdo.

A Polícia Civil ressalta que o armazenamento, compartilhamento e comercialização desse material contribuem para a manutenção da cadeia de exploração sexual infantil, já que cada arquivo representa uma vítima real, que continua sendo revitimizada sempre que o conteúdo é acessado ou disseminado.

A Operação Sentinela tem como objetivo identificar e desarticular redes criminosas envolvidas na produção, armazenamento, distribuição e consumo de material de abuso sexual infantil, inclusive em ambientes virtuais protegidos por mecanismos de anonimização e criptografia.

A corporação reforça que denúncias relacionadas à exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100, em qualquer unidade da Polícia Civil ou por meio dos canais oficiais da instituição.

Fonte: Jornal MS Todo Dia

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