Enteado que matou padrasto durante discussão em Rio Verde de MT obtém liberdade provisória

Justiça concedeu liberdade ao jovem de 24 anos mediante medidas cautelares; ele está proibido de manter contato com familiares da vítima

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O jovem de 24 anos preso em flagrante pela morte do padrasto, Aucindirlei Araújo de Almeida, de 48 anos, em Rio Verde de Mato Grosso, teve a liberdade provisória concedida pela Justiça após passar por audiência de custódia. A decisão foi tomada no domingo (26), um dia após o crime, mediante o cumprimento de medidas cautelares.

A defesa do acusado alegou que ele possui residência fixa, emprego formal e não tem antecedentes criminais. Também argumentou que o rapaz colaborou com as investigações e que sua permanência em liberdade não representa risco ao andamento do processo criminal.

Com a decisão judicial, o jovem responderá ao processo em liberdade, mas está proibido de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com os familiares da vítima.

Relembre o caso

O crime aconteceu na noite de sábado (25), quando a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica. Ao chegar à residência, os policiais encontraram Aucindirlei sendo imobilizado pelo enteado com um golpe conhecido como "mata-leão".

Segundo a ocorrência, o jovem soltou o padrasto após a chegada da equipe policial. A vítima já estava inconsciente e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas os socorristas apenas constataram o óbito.

Em depoimento, o rapaz afirmou que estava em casa com o filho quando ouviu uma discussão entre a mãe e o padrasto. Conforme relatou, Aucindirlei, que estaria embriagado, teria chegado alterado, discutido com a companheira e demonstrado intenção de agredi-la.

Ainda segundo o relato, ao tentar defender a mãe, o jovem foi desafiado pelo padrasto para uma briga do lado de fora da residência. Durante o confronto, ele aplicou o golpe de mata-leão para imobilizar Aucindirlei, mantendo-o contido até a chegada da Polícia Militar.

A esposa da vítima confirmou aos policiais que o companheiro havia ingerido bebida alcoólica e informou que possuía uma medida protetiva contra ele devido ao histórico de violência doméstica. Outro filho da mulher também relatou que as agressões e discussões eram frequentes, motivo pelo qual a medida judicial havia sido solicitada anteriormente.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que apura as circunstâncias da morte e a possível configuração de legítima defesa ou excesso na ação do enteado. 

Fonte: MS Todo Dia com informações 

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