Mato Grosso do Sul ultrapassa 9,8 mil casos confirmados de chikungunya em 2026

Estado já contabiliza 30 mortes pela doença e 114 casos confirmados em gestantes; boletim da SES reúne dados até a 30ª semana epidemiológica

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Mato Grosso do Sul já contabiliza 12.579 casos prováveis de chikungunya em 2026, sendo 9.832 confirmados, segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado nesta segunda-feira (10).

O cenário também chama atenção pelo número de mortes. Até o momento, 30 óbitos por chikungunya foram confirmados no Estado. As mortes ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque.

O boletim ainda aponta 114 casos confirmados da doença em gestantes, grupo que exige atenção especial durante o acompanhamento médico.

Dengue

Os números da dengue são menores, mas também mantêm o alerta para a circulação do Aedes aegypti. Mato Grosso do Sul registra 4.669 casos prováveis, dos quais 1.873 foram confirmados em 2026.

Até agora, um óbito por dengue foi confirmado no Estado. A vítima era moradora de Bonito. Outro óbito permanece sob investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Novo Horizonte do Sul, Juti, Paranhos, Rochedo, Bodoquena, Mundo Novo e Ponta Porã apresentaram baixa incidência de casos confirmados de dengue.

Vacinação

O Estado recebeu 241.030 doses da vacina contra a dengue e já aplicou 223.322. Desse total, 201.349 doses foram destinadas à população que integra o público-alvo da campanha.

O esquema de vacinação é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A imunização é recomendada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

Prevenção

A Secretaria de Saúde orienta que pessoas com sintomas de dengue ou chikungunya procurem uma unidade de saúde e evitem a automedicação.

A principal forma de prevenção continua sendo o combate aos criadouros do Aedes aegypti. A população deve eliminar recipientes que possam acumular água, como pneus, garrafas, vasos e outros objetos mantidos em áreas abertas.

Com milhares de casos confirmados e dezenas de mortes, os dados reforçam a necessidade de manter os cuidados contra o mosquito mesmo durante períodos de menor incidência.

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