Três homens foram condenados por decapitar Izalino Alves durante rebelião em fevereiro de 2002, no Estabelecimento Penal de Paranaíba.
O motim durou 25 horas. Segundo o site Campo Grande News, um outro detento, identificado como Fábio Antônio Alves, teve 70% do corpo queimado e várias partes do presídio foram depredadas.
Os responsáveis pela decapitação foram identificados como Eliezer Vieira Povoas, Rogério de Oliveira Figueira e Wilson Silva Corte.
Os três foram denunciados pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) em maio de 2007.
O órgão relata que por volta das 17 horas do dia 10 de fevereiro daquele ano, após o fim do horário de visita, os três homens e mais oito internos deram início ao motim perturbando “a ordem e a disciplina da prisão”. Eliezer e mais um detento dominaram um agente penitenciário com o uso de uma faca artesanal.
Outros quatro internos também estavam com facas artesanais e tentaram dominar outro agente penitenciário, que conseguiu escapar e recebeu cobertura de um policial militar armado para sair do local.
Depois disso, os onze presos se juntaram com outros detentos, que não foram identificados, e passaram a danificar o presídio quebrando diversos móveis, janelas, portas e ateando fogo em colchões.
Além disso, as instalações elétricas e hidráulicas do estabelecimento penal também foram destruídas, deixando um prejuízo de R$ 150 mil ao Estado.
No mesmo dia, os internos mantiveram um agente penitenciário e outros oito presos trancados em uma cela. Em seguida, colocaram fogo em colchões na saída da unidade e jogaram Fábio nas chamas. Ele sofreu diversas queimaduras e ficou mais de 30 dias internado com risco de morte.
Na madrugada do dia 11 de fevereiro, Eliezer, Rogério e Wilson mataram Izalino. Segundo o MPMS, o homicídio foi praticado por motivo torpe já que “o propósito do grupo era exibir a cabeça da vítima às autoridades que negociavam o fim do motim, numa espécie de demonstração de força”.
Na última terça-feira (7), o trio passou por julgamento na Vara Criminal de Paranaíba e durante a sessão foram condenados pelo homicídio qualificado por motivo torpe e meio cruel. Eliezer foi sentenciado a 36 anos de prisão, Rogério a 32 anos e Wilson a 28 anos. Todos em regime fechado e sem benefícios substitutivos.
A sentença é assinada pelo juiz Edimilson Barbosa Ávila que deixou ainda registrado que outros sete envolvidos no motim tiveram a punibilidade extinta ou foram impronunciados e oitavo morreu antes da denúncia.
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