O Sindicato dos Peritos Oficiais Forenses de Mato Grosso do Sul (SINPOF-MS) anunciou, em assembleia realizada nesta segunda-feira (26), apoio às reivindicações salariais dos Policiais Civis do Estado, que estão sem reajuste na folha de pagamento desde 2013.
A categoria, representada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol-MS), deu um prazo de 20 dias para o governo apresentar uma proposta satisfatória. Caso contrário, uma greve será deflagrada.
Além do aumento salarial, os policiais também pedem a contratação de mais investigadores e escrivães, devido ao déficit de 900 profissionais, o que, segundo o Sinpol, pode levar ao fechamento de delegacias no Estado.
Nesta quinta-feira (29), um movimento de protesto reunindo policiais, peritos criminais e médicos será realizado na Assembleia Legislativa, a partir das 8h30, para reforçar as demandas.
O presidente do Sinpol-MS, Alexandre Barbosa, destacou que, além do indicativo de greve, manifestações serão realizadas paralelamente. “A primeira será na quinta-feira, na Assembleia Legislativa. Damos um prazo de 20 dias para o governo negociar com a gente, para podermos decidir pela greve ou não”, afirmou.
Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com 1.600 escrivães e investigadores, mas o número ideal para atender à demanda seria de 2.500 profissionais, segundo o sindicato.
Durante uma reunião com representantes da categoria, o governador Eduardo Riedel recuou de promessas anteriores, propondo a incorporação do auxílio-alimentação ao subsídio, o que foi considerado insuficiente pela classe. A insatisfação também se estende ao auxílio-saúde, cujo valor é de R$ 2.000,00.
O auxílio-alimentação, que é de R$ 400,00, é oferecido apenas aos servidores ativos. Essa diferença de tratamento entre ativos e inativos é uma das queixas dos policiais.
Apesar de Mato Grosso do Sul ser um dos estados que mais solucionam crimes no Brasil, conforme dados do Instituto Sou da Paz, o Estado ocupa a 21ª posição no ranking dos melhores salários para escrivães, com remuneração de R$ 4.527,00. Essa disparidade entre o desempenho e as condições salariais dos servidores é uma das principais causas de insatisfação.
Na última sexta-feira (26), o Sinpol-MS protocolou um ofício na Delegacia Geral de Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (DGPC), cobrando a organização dos plantões e a adoção de medidas urgentes para suprir a falta de escrivães e investigadores.
No documento, o sindicato solicita que as escalas de plantão sejam reorganizadas para respeitar a carga horária legal e evitar situações em que apenas um policial fique de plantão, prática que considera ilegal.
Outra questão levantada é a ausência física de delegados de plantão na 4ª Delegacia de Campo Grande e na DEPAC Centro durante os períodos noturnos, fins de semana e feriados.
Essa situação tem levado agentes a exercerem funções que seriam exclusivas dos delegados, como a lavratura de boletins de ocorrência, o que o Sinpol considera uma prática irregular.
Em resposta, a Secretaria de Estado de Administração (SAD) informou que “o governo de Mato Grosso do Sul dialoga constantemente com todas as categorias de servidores”. Agora, resta saber se as negociações avançarão ou se a greve se tornará realidade após o prazo estabelecido.
Fonte: MS Todo Dia
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