Entrou em vigor nesta quinta-feira (10) uma nova lei, aprovado pelo Congresso e sancionada pelo presidente, que aumenta a pena de feminicídio e o torna um crime autônomo no Código Penal. Até então, ele era considerado uma circunstância agravante do homicídio doloso.
Com a medida, o feminicídio passa a figurar em um artigo específico no código, como o infanticídio ou o homicídio, com pena de 20 a 40 anos de reclusão. Antes, era de 12 a 30 anos de reclusão.
O objetivo da mudança é facilitar a classificação do crime e permitir que o feminicídio também tenha circunstâncias qualificadoras, segundo a Agência Câmara.
De acordo com a lei, a pena será aumentada de 1/3 até a metade se o crime for praticado durante a gestação, nos três meses posteriores ao parto ou se a vítima é mãe ou responsável por criança; contra menor de 14 anos, maior de 60 anos, com deficiência ou doença degenerativa; na presença de pais ou filhos da vítima; em descumprimento das medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha; e com emprego de veneno, tortura, emboscada ou arma de uso restrito.
Todas as circunstâncias do crime serão atribuídas também ao coautor ou participante do assassinato.
A nova Lei 14.994/24 teve origem em projeto da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT), aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, e sancionado sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A relatora na Câmara foi a deputada Gisela Simona (União-MT).
Medidas protetivas
A lei prevê outras medidas voltadas à proteção da mulher. O texto aumenta a pena do condenado que, no cumprimento de penalidade, descumprir medida protetiva. A punição aumenta de detenção de 3 meses a 2 anos para reclusão de 2 a 5 anos e multa.
O texto muda também outros direitos e restrições de presos por crimes contra a mulher. Assim, quando um preso ameaçar ou praticar novas violências contra a vítima ou seus familiares durante o cumprimento da pena, ele será transferido para presídio distante do local de residência da vítima.
No caso da progressão de regime, em vez de ter de cumprir 50% da pena no regime fechado para poder mudar para o semiaberto, a lei aumenta para 55% do tempo se a condenação for de feminicídio. Isso valerá se o réu for primário e não poderá haver liberdade condicional.
Se o condenado usufruir de qualquer saída autorizada do presídio terá de usar tornozeleira eletrônica e não poderá contar com visita íntima ou conjugal.
Fonte: MS Todo Dia
Você também pode gostar de ler
Ministério Público aciona Justiça para garantir transporte adaptado a universitários em Coxim
Estudante percorre 50 minutos em cadeira motorizada após suspensão de ônibus escolar adaptado
Publicado em 13/02/2026 às 10:50 - Atualizado em 13/02/2026 às 11:21 - Por Day Silva
Estado abre 14 vagas com salário de R$ 5,5 mil para área social
Estado abre 14 vagas com salário de R$ 5,5 mil para área social
Publicado em 11/02/2026 às 17:43 - Atualizado em 11/02/2026 às 17:45 - Por Redação
Imasul alerta para elevação do nível dos rios Taquari e Aquidauana
Autorides monitoram risco de alagamento e danos a ribeirinhos
Publicado em 04/02/2026 às 17:54 - Por Redação
Chuva de 40 mm em 30 minutos deixa rastro de destruição em bairros de COxim
Defesa Civil alerta moradores de áreas de risco
Publicado em 03/02/2026 às 13:45 - Atualizado em 03/02/2026 às 13:51 - Por Redação
Coxim entra na mira do TCE e terá sistema de transporte escolar vistoriado
Auditoria do Tribunal de Contas acontece entre os dias 23 e 27 de fevereiro e pode trazer implicações à gestão municipal
Publicado em 30/01/2026 às 15:56 - Atualizado em 30/01/2026 às 15:59 - Por Redação
Coordenador ganha justa causa após manter relacionamentos com subordinadas em MS
Reincidência do comportamento feriram os princípios da ética profissiona
Publicado em 28/01/2026 às 16:49 - Atualizado em 28/01/2026 às 16:50 - Por Redação
MP cobra correções após auditoria apontar falhas graves em obras da MS-276 e MS-145
Problemas de drenagem, riscos de acidentes e passivos ambientais foram identificados
Publicado em 28/01/2026 às 16:46 - Atualizado em 28/01/2026 às 16:47 - Por Redação