Mato Grosso do Sul consolidou sua posição como o estado brasileiro que mais reduziu emissões de carbono, especialmente na agropecuária, ao cortar pela metade suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) entre 2006 e 2022. Esse marco foi destacado nesta quarta-feira (27), durante a abertura do II Fórum de Mudanças Climáticas, realizado em Campo Grande.
O governador Eduardo Riedel, presente na abertura, ressaltou a importância do evento como um espaço estratégico para desenvolver políticas públicas baseadas em ciência e inovação, com foco em crescimento econômico sustentável. "O Fórum nos guia para ações concretas de desenvolvimento sustentável, com emprego e renda aliados à preservação ambiental e inclusão social", afirmou.
O secretário-executivo de Meio Ambiente, Artur Falcette, destacou que o pico de emissões no estado foi registrado em 2003, com redução contínua desde então. Entre os fatores que contribuíram para a liderança de Mato Grosso do Sul estão a adoção de sistemas integrados de produção, recuperação de áreas degradadas e expansão de florestas plantadas. "O agro no nosso estado não é apenas produtivo, é também um motor de transição para uma economia de baixo carbono", explicou.
De acordo com o titular da Semadesc, Jaime Verruck, o estado foi pioneiro ao instituir o Programa Estadual de Mudanças Climáticas (Proclima), que estabelece diretrizes para alcançar a meta de Carbono Neutro até 2030. Ele reforçou que o compromisso só é possível graças à parceria com produtores rurais, sociedade civil e indústria, que implementam práticas inovadoras e sustentáveis no dia a dia.
O evento, que segue até amanhã (28), reúne representantes do poder público, sociedade civil e academia em discussões técnicas, palestras e apresentação de pesquisas. Durante a cerimônia, foram empossados os membros do Fórum, que conta com uma estrutura organizacional robusta, incluindo um Conselho Deliberativo e Comitês Técnicos-Científicos.
Além disso, foi firmado um convênio entre a Semadesc e a Coppe/UFRJ, com um investimento de R$ 3,1 milhões para estudos ambientais e a elaboração do Plano Diretor do município de Bonito. "Esse convênio reforça nosso compromisso em alinhar desenvolvimento econômico com preservação ambiental", destacou Verruck.
Mato Grosso do Sul já é reconhecido nacionalmente pelo avanço em práticas sustentáveis e pela redução significativa de emissões no setor agropecuário, considerado um dos mais desafiadores para a descarbonização. "Nosso estado apresenta uma mensagem clara: a sustentabilidade é um caminho possível, liderado pelo agro e pela iniciativa privada como pilares da transição climática", concluiu Falcette.
O Fórum segue nesta quinta-feira com debates e planejamento de ações que prometem consolidar o estado como referência em sustentabilidade e adaptação às mudanças climáticas.
Fonte: MS Todo Dia
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