Mato Grosso do Sul tem enfrentado uma realidade alarmante quando se trata de violência contra os povos indígenas. Segundo dados do Relatório Violência Contra os Povos Indígenas do Brasil, divulgado pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário), o estado ocupa o terceiro lugar no ranking dos estados com maior número de homicídios indígenas no período de 2019 a 2022, totalizando 146 assassinatos. Roraima e Amazonas estão à frente, com 208 e 163 assassinatos, respectivamente.
O ano de 2022 ficou marcado por uma série de assassinatos indígenas em Mato Grosso do Sul, muitos deles em meio a conflitos com fazendeiros da região. Apenas no último ano, foram registrados 38 assassinatos de indígenas no estado, sendo 31 homens e 7 mulheres. Um dos casos que ganhou destaque foi o assassinato de Alex Recartes Vasques Lopes, jovem Guarani-Kaiowá de 18 anos, em Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai, que desencadeou intensos conflitos na região.
O relatório também apontou quatro casos de ameaça de morte contra indígenas no ano passado, incluindo dois casos que envolviam a comunidade como um todo e dois casos relacionados a lideranças. No entanto, os indígenas relatam que esses casos acontecem com mais frequência do que são oficialmente registrados.
Outra preocupação é o número de casos de suicídio indígena em Mato Grosso do Sul, com 133 registros no mesmo período, sendo 28 somente no ano passado. Além disso, foram registrados quatro casos de abuso de poder contra os povos indígenas no estado, em 2022.
Entre os casos que chamaram atenção no relatório, destaca-se a operação Tekoha Guapoy, em Amambai, que resultou na morte do Guarani-Kaiwoá Vitor Fernandes, de 42 anos, e deixou várias pessoas feridas, sendo considerado pelos indígenas como o "massacre de Guapoy". Nos meses seguintes, outras lideranças indígenas, como Márcio Moreira e Vitorino Sanches, também foram assassinadas.
Esses dados alarmantes evidenciam a urgência de ações efetivas para garantir a segurança e os direitos dos povos indígenas em Mato Grosso do Sul, assim como em todo o Brasil. A proteção dessas comunidades é uma responsabilidade de toda a sociedade, e é necessário que medidas sejam tomadas para combater a violência e assegurar um futuro mais seguro e justo para esses povos tão importantes para nossa história e cultura.
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