A concessão da chamada Rota da Celulose foi arrematada nesta quinta-feira (8) pelo Consórcio K&G Rota da Celulose, formado pelas empresas K-infra Concessões e Galápagos Participações, com um desconto de 9% sobre a tarifa-teto do pedágio. O leilão foi realizado na sede da B3, em São Paulo, e teve como critério o maior desconto tarifário. Com a proposta vencedora, o consórcio terá de aportar R$ 217,3 milhões em recursos adicionais à concessão.
Essa foi a segunda tentativa do governo de conceder o trecho rodoviário à iniciativa privada — o certame anterior, em dezembro de 2024, fracassou por falta de interessados. Na nova rodada, o projeto foi reestruturado com aumento da taxa de retorno e ajustes técnicos que ampliaram sua atratividade.
O contrato abrange 870,3 quilômetros de rodovias estaduais e federais em Mato Grosso do Sul, passando pelas BRs 262 e 267 e pelas MSs 040, 338 e 395. A previsão é de um investimento total de R$ 10,1 bilhões ao longo de 30 anos de concessão, com foco nos primeiros oito anos, quando estão previstas as principais obras de ampliação e requalificação da malha rodoviária.
Entre os trabalhos previstos estão 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais, 38 km de contornos urbanos, além de dezenas de acessos, passagens de fauna, alargamentos de pontes e 3.780 m² de obras de arte especiais. Com as intervenções, toda a malha passará a contar com acostamento.
O modelo de cobrança adotado será o free flow, sistema eletrônico que dispensa praças físicas de pedágio. Doze pórticos serão instalados nos municípios de Três Lagoas, Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Campo Grande, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Nova Andradina e Novo Alvorada do Sul. A tarifa será cobrada automaticamente por meio de tags eletrônicas, com 5% de desconto adicional para usuários que utilizarem essa tecnologia.
Motocicletas estarão isentas da cobrança, assim como veículos do governo estadual, viaturas de emergência e segurança, além de caminhões com eixos suspensos e sem carga.
O início da cobrança está previsto para até um ano após a assinatura do contrato. A concessionária também será responsável pela operação de serviços de apoio aos usuários, como atendimento mecânico e médico, com 13 guinchos, 13 ambulâncias, 5 caminhões-pipa e 5 veículos para apreensão de animais ou desobstrução de pistas.
Serão instalados 13 postos de atendimento ao usuário ao longo da concessão, com sanitários, telefones, estacionamento e áreas de descanso. Além disso, três PPDs (Postos de Parada e Descanso) serão construídos nas principais rodovias concedidas — BR-262, BR-267 e MS-040 — para garantir condições adequadas de repouso a caminhoneiros, com estrutura para higiene, alimentação e descanso.
A K-Infra, uma das controladoras do consórcio vencedor, já opera a Rodovia do Aço (BR-393), no Sudeste. No leilão desta quinta, também participaram as empresas Rotas do Brasil S.A. (com 5% de desconto), Consórcio Caminhos da Celulose, ligado à XP (8%) e o BTG Pactual (4%).
Fonte: MS Todo Dia
Foto: Saul Schramm
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