Mato Grosso do Sul voltou a registrar atividade sísmica entre a noite de segunda-feira (12) e a manhã desta terça-feira (13). Dois tremores de terra foram identificados em um intervalo de pouco mais de 15 horas, ambos com epicentro nas proximidades de Sonora.
O primeiro abalo sísmico foi registrado às 23h41 de segunda-feira (12) e alcançou magnitude de 3.5 mR (magnitude local), sendo considerado o mais forte ocorrido no Estado até agora em 2025. O segundo tremor aconteceu às 8h20 desta terça-feira (13), com magnitude de 2.1 mR.
Ambos foram detectados por estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).
Apesar da magnitude relativamente elevada para os padrões da região, não houve relatos de que os tremores tenham sido sentidos pela população local. Os eventos são classificados como de baixa magnitude, o que significa que, em geral, não provocam danos estruturais nem representam risco imediato à população.
A magnitude dos tremores é calculada com base na escala Richter, que vai de 0 a 10. Tremores abaixo de 4.0 são considerados leves e geralmente não perceptíveis. Ainda assim, um abalo de 3.5 mR é considerado significativo para os padrões sísmicos brasileiros.
Com os dois registros mais recentes, Mato Grosso do Sul soma nove tremores de terra em 2025, segundo o site Folha CG. Os eventos anteriores foram registrados nas seguintes localidades:
Sonora – 5 de março (magnitude não divulgada)
Ponta Porã – 14 e 28 de março
Corumbá – 21 de março
Bonito – 19 de abril
Rio Negro – 26 de abril
Miranda – 28 de abril (magnitude 1.6 mR)
De acordo com especialistas da RSBR e do Centro de Sismologia da USP, os tremores registrados no Estado têm origem natural e são resultado da liberação de tensões acumuladas na crosta terrestre. Como o Brasil está fora das grandes zonas de falhas geológicas ativas, os abalos costumam ser de baixa intensidade e sem consequências maiores.
Ainda segundo os órgãos de monitoramento, não é possível prever com exatidão novos tremores, mas a recorrência dos abalos em regiões como Sonora, Bonito e Ponta Porã indica que essas áreas apresentam maior propensão à liberação de energia sísmica. Caso a atividade continue, os sensores devem ser reforçados para melhorar o acompanhamento em tempo real.
Fonte: MS Todo Dia
Você também pode gostar de ler
Ministério Público aciona Justiça para garantir transporte adaptado a universitários em Coxim
Estudante percorre 50 minutos em cadeira motorizada após suspensão de ônibus escolar adaptado
Publicado em 13/02/2026 às 10:50 - Atualizado em 13/02/2026 às 11:21 - Por Day Silva
Estado abre 14 vagas com salário de R$ 5,5 mil para área social
Estado abre 14 vagas com salário de R$ 5,5 mil para área social
Publicado em 11/02/2026 às 17:43 - Atualizado em 11/02/2026 às 17:45 - Por Redação
Imasul alerta para elevação do nível dos rios Taquari e Aquidauana
Autorides monitoram risco de alagamento e danos a ribeirinhos
Publicado em 04/02/2026 às 17:54 - Por Redação
Chuva de 40 mm em 30 minutos deixa rastro de destruição em bairros de COxim
Defesa Civil alerta moradores de áreas de risco
Publicado em 03/02/2026 às 13:45 - Atualizado em 03/02/2026 às 13:51 - Por Redação
Coxim entra na mira do TCE e terá sistema de transporte escolar vistoriado
Auditoria do Tribunal de Contas acontece entre os dias 23 e 27 de fevereiro e pode trazer implicações à gestão municipal
Publicado em 30/01/2026 às 15:56 - Atualizado em 30/01/2026 às 15:59 - Por Redação
Coordenador ganha justa causa após manter relacionamentos com subordinadas em MS
Reincidência do comportamento feriram os princípios da ética profissiona
Publicado em 28/01/2026 às 16:49 - Atualizado em 28/01/2026 às 16:50 - Por Redação
MP cobra correções após auditoria apontar falhas graves em obras da MS-276 e MS-145
Problemas de drenagem, riscos de acidentes e passivos ambientais foram identificados
Publicado em 28/01/2026 às 16:46 - Atualizado em 28/01/2026 às 16:47 - Por Redação