Mato Grosso do Sul enfrenta um grave apagão digital, com quase metade das áreas urbanas de municípios do interior sem qualquer cobertura de telefonia móvel. A situação se agrava ainda mais nos distritos: 68% das localidades ouvidas relataram não ter nenhum tipo de sinal. O levantamento foi realizado com apoio de 30 prefeituras do Estado.
De acordo com os dados apurados, 46,47% das áreas urbanas dessas cidades não contam com rede móvel ativa, deixando moradores desconectados até mesmo para realizar chamadas de emergência. Nos distritos, a ausência de cobertura é ainda mais alarmante, escancarando o abandono da infraestrutura digital em regiões afastadas.
A exclusão afeta sobretudo a zona rural. Estima-se que cerca de 251 mil pessoas vivem totalmente sem acesso à telefonia móvel em Mato Grosso do Sul, sem possibilidade de usar internet, enviar mensagens ou fazer ligações. Além disso, 1,16 milhão de sul-mato-grossenses ainda estão fora do alcance da tecnologia 5G, o que contribui para que o Estado figure entre os piores colocados no Ranking de Conectividade Rural do país.
Moradores relatam sinal fraco, falhas constantes no serviço e ausência total de conexão em diversas localidades. Em muitos casos, o celular se torna um aparelho inútil. Essa realidade prejudica diretamente o acesso à educação, ao atendimento médico, à segurança pública e ao desenvolvimento econômico, especialmente de pequenos produtores e comunidades tradicionais.
Diante do cenário, o deputado estadual Pedrossian Neto (PSD) levou o tema à tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (10) e apresentou um requerimento à Anatel, cobrando explicações sobre o problema e os planos de expansão das operadoras. Ele também pediu informações sobre o cumprimento das metas contratuais e sugeriu medidas mais firmes contra a negligência no setor.
A falta de conectividade digital, em pleno 2025, evidencia uma desigualdade estrutural que afeta diretamente a qualidade de vida de milhares de sul-mato-grossenses. Enquanto o mundo avança com tecnologias como inteligência artificial e redes ultrarrápidas, parte do Estado segue no escuro digital — sem acesso sequer ao básico: o sinal de celular.
Fonte: MS Todo Dia
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