A chegada oficial do inverno, na sexta-feira (20), coincide com uma nova onda de infecções por vírus respiratórios no Brasil, segundo alerta da Agência Brasil.
Os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) nas primeiras 24 semanas epidemiológicas deste ano já superam em 30% as mesmas semanas de 2024. A maior circulação de vírus como influenza, covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR) preocupa especialmente os grupos vulneráveis.
A infectologista Silvia Fonseca, do Instituto de Educação Médica, explica que o frio e o ar seco deixam as vias respiratórias mais suscetíveis a contaminações, e ambientes fechados e aglomerações amplificam a transmissão por gotículas.
Dados da Fiocruz (Boletim Infogripe) mostram que dos mais de 103 mil casos graves de SRAG registrados em 2025, cerca de 53 mil tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório. Desses, aproximadamente:
27% foram causados por influenza A ou B, com incidência chegando a mais de 40% entre meados de maio e junho.
A influenza é responsável por metade das mortes por SRAG e chega a responder por 74,6% dos óbitos recentes por vírus respiratórios.
A covid-19 ainda aparece em 30,9% dos casos graves, e em 4,2% dos óbitos nas últimas quatro semanas. Já o VSR, que provoca bronquiolite em crianças, é o patógeno mais detectado em 45,3% dos casos graves virais e causa 13% das mortes recentes.
Prevenção e vacinas
A vacinação anual contra influenza é considerada a principal estratégia de prevenção. No entanto, até o dia 20 de junho, menos de 40% do público-alvo estava imunizado.
Há também vacinas contra covid-19 e opções privadas para VSR — o Ministério da Saúde prevê integrar a imunização para gestantes no segundo semestre.
Especialistas recomendam manter medidas de etiqueta respiratória, como:
- lavar as mãos com frequência;
- usar lenço descartável ao tossir ou espirrar;
- ventilar ambientes e evitar aglomeração;
- permanecer em casa se apresentar sintomas gripais.
Grupos mais afetados
Idosos e portadores de doenças crônicas: maior risco de agravamento e óbitos por influenza e covid-19.
Crianças menores de 2 anos: suscetíveis a quadros graves causados por VSR.
Vacinar esses grupos prioritários pode reduzir hospitalizações e óbitos, argumentam especialistas.
Proteção e vigilância continuam essenciais
Com o inverno em pleno curso e aumento expressivo de casos graves, reforçar vacinas, manter os cuidados de higiene e identificar sintomas precocemente são medidas fundamentais.
A população deve procurar atendimento médico ao notar sinais de agravamento respiratório — como dificuldade para respirar ou febre elevada — e continuar colaborando com a vigilância dos serviços de saúde.
Fonte: MS Todo Dia
Foto: Divulgação
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