A construção do Aeroporto Municipal de Inocência é alvo de investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul por indícios de dano ambiental ao Córrego Cassimira, que corta a região rural do município.
Em vistoria realizada no local da obra, técnicos do órgão constataram escoamento desordenado de águas pluviais por falta de contenção adequada, o que teria direcionado o fluxo para uma área de pastagem da Fazenda Elo Dourado e contribuído para o assoreamento do córrego, conforme também relataram vizinhos da propriedade.
A Polícia Militar Ambiental (PMA) apontou ainda que a empresa Avance Ltda., responsável pela execução da obra do aeroporto, estaria utilizando água do Córrego Cassimira sem licença ambiental. Segundo a PMA, a ausência de medidas de controle da erosão tem causado a degradação do curso d’água, em desacordo com as normas ambientais vigentes.
A investigação teve origem a partir de uma Notícia de Fato convertida em Procedimento Preparatório, que busca apurar as responsabilidades e os impactos causados. Em defesa, a Avance Ltda. afirmou que o córrego não estaria localizado na área indicada no auto de infração. A empresa alegou também que a captação de água foi realizada com anuência do proprietário da fazenda e classificada como sendo de baixo impacto ambiental, o que a isentaria de licenciamento específico.
Sobre o escoamento de águas pluviais, a construtora afirmou ao site Midiamax que o problema foi agravado por fortes chuvas entre os dias 21 de outubro e 3 de dezembro de 2024, período em que teria sido registrado um volume superior a 500 mm de precipitação na região, conforme relatório pluviométrico anexado ao processo.
Ainda segundo a empresa, o cenário foi potencializado por fatores como a extensão da microbacia hidrográfica, a falta de conservação do solo em propriedades vizinhas, a baixa capacidade de infiltração do solo local e o abandono de técnicas de controle de erosão nas redondezas.
O caso ocorre em meio ao crescimento acelerado de Inocência, impulsionado pela implantação de uma fábrica de celulose, que vem integrando o município à chamada Rota da Celulose — corredor de desenvolvimento composto por outras 11 cidades do Bolsão, como Água Clara, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Brasilândia, Nova Alvorada do Sul, Paranaíba, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Selvíria e Três Lagoas.
Fonte: MS Todo Dia
Foto: Saul Schramm
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