A migração em massa de trabalhadores para atuar na indústria de celulose tem inflado a população das cidades do chamado Vale da Celulose, provocando gargalos nos serviços de saúde, na habitação e na educação. Prefeituras pressionam por apoio do governo federal, que tem participação direta e indireta no crescimento acelerado do setor, financiado com mais de R$ 12 bilhões pelo BNDES desde 2011.
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) articula uma audiência pública no Senado Federal para debater o tema. O requerimento já foi aprovado na Comissão de Desenvolvimento Regional, mas a data ainda será definida, a previsão é entre o fim de setembro e início de outubro.
O parlamentar busca a presença de ministérios ligados a saúde, habitação e programas sociais. “Hoje há cidades feitas de contêineres porque não há onde colocar as pessoas”, exemplificou o senador, que defende ampliar programas como o Minha Casa, Minha Vida e reforçar o SUS.
A carência de moradias é o principal gargalo. O prefeito de Ribas do Rio Pardo, Roberson Moureira, afirma que o município tem déficit de 2 mil casas e precisa de pelo menos 500 novas unidades por ano.
A cidade recebeu a maior fábrica de celulose do mundo, da Suzano, que investiu R$ 22,2 bilhões e emprega cerca de 3 mil trabalhadores. “Essa medida é fundamental para garantir que o desenvolvimento econômico seja acompanhado por inclusão social e qualidade de vida”, disse o prefeito.
Água Clara, por sua vez, relata que o maior problema é na saúde. A população local passou de 16.741 para 17.901 em apenas um ano, e o hospital já não comporta a demanda, recebendo pacientes de municípios vizinhos. Em 2024, a prefeitura destinou 24,49% da receita à saúde, acima do mínimo exigido por lei, mas mesmo assim não conseguiu atender toda a população.
A consultoria Falconi estima que a produção de celulose no estado deve mais que dobrar nos próximos cinco anos, alcançando 11 milhões de toneladas com a chegada de Arauco (em Inocência) e Bracell (em Bataguassu).
A projeção é de 100 mil novos empregos até 2028 e investimentos que podem chegar a R$ 100 bilhões até 2030. O estado também deve se tornar líder nacional em área plantada de eucalipto, com previsão de 2,7 milhões de hectares em 2026.
A audiência pública deve reunir prefeitos de Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Inocência, Bataguassu e Três Lagoas, além de representantes das empresas Arauco, Suzano e Bracell. Também foram convidados o secretário estadual de Desenvolvimento, Jayme Verruck, e o deputado estadual Pedro Caravina.
Fonte: MS Todo Dia
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