O Ministério Público de Mato Grosso do Sul instaurou, nesta quarta-feira (1º), um procedimento preparatório para apurar riscos da possível comercialização de bebidas adulteradas com metanol no estado. A investigação ocorre na 43ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e tem caráter preventivo, com foco na proteção à saúde e segurança dos consumidores.
A medida foi tomada diante do alerta nacional emitido pelo Cievs (Centro Nacional de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde), que até a data havia contabilizado 43 notificações de intoxicação por metanol no Brasil. Desses casos, 39 foram em São Paulo — 10 confirmados e 29 em investigação — e outros 4 em Pernambuco, onde também há apuração em andamento. Uma morte foi confirmada em São Paulo, enquanto outras sete seguem sob análise.
Segundo o documento, o MPMS busca “colher elementos a fim de prevenir riscos de lesão aos consumidores”, antecipando-se a eventuais ocorrências no estado. O metanol é um álcool altamente tóxico e pode causar cegueira e até morte quando ingerido.
As primeiras diligências incluem o envio de ofícios para associações do setor e órgãos de fiscalização. O presidente da Amas (Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados), Denyson Prado, e o presidente da Abrasel-MS (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), João Francisco Fornari Denardi, foram convidados para reuniões sobre o risco de bebidas adulteradas.
Paralelamente, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) foi acionada para informar se há notificações locais de intoxicação por metanol. A Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) deverá, em até 10 dias úteis, apresentar dados sobre boletins de ocorrência ou inquéritos registrados desde 1º de setembro.
O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) também foi requisitado para detalhar fiscalizações já realizadas, eventuais planos de ação e fornecer uma lista com fabricantes, envasilhadores, atacadistas e importadores de bebidas que atuam em Mato Grosso do Sul.
A instauração oficial do procedimento será publicada em edital no Diário Oficial, e o MPMS reforça que a iniciativa busca agir de forma proativa antes que produtos impróprios cheguem ao consumidor sul-mato-grossense.
Fonte: MS Todo Dia
Foto: Reprodução/Freepik
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