No dia 18 de setembro, a comunidade de Mato Grosso do Sul perdeu uma de suas figuras mais icônicas, Antônio João Hugo Rodrigues, conhecido carinhosamente como AJ. Aos 76 anos, AJ faleceu após sofrer um infarto, ser internado e enfrentar duas paradas cardíacas, uma batalha que infelizmente não conseguiu vencer. Ele estava internado em um hospital particular na capital do estado, Campo Grande (MS).
De acordo com matéria publicada no site A Onça, AJ deixou uma marca indelével na história do jornalismo e da política do Mato Grosso do Sul. Além de seu trabalho notável como diretor do Correio do Estado, ele também exerceu cargos de destaque nas emissoras de televisão TV Guanandi (BandMS) e Campo Grande (SBT-MS).
Nascido filho de José Barbosa Rodrigues e Henedina Hugo Rodrigues, AJ também teve uma incursão na política, sendo suplente do ex-senador Delcídio do Amaral e assumindo o cargo temporariamente entre maio e agosto de 2006. Em 2014, tentou novamente uma candidatura ao cargo, mas não obteve sucesso.
No campo do jornalismo, AJ colecionou momentos históricos e reconhecimento. Em 1976, enquanto trabalhava como repórter para o jornal O Estado de S. Paulo, foi agraciado com o Prêmio Esso de Jornalismo, uma das honrarias mais prestigiosas do jornalismo brasileiro.
Além disso, ao longo de sua vida, AJ recebeu diversas homenagens e condecorações, incluindo o Título Honorífico de Grã-Colar da União dos Comendadores e Cidadãos Honorários do Brasil, a Ordem da Bandeiras no grau de Comendador da Sociedade de Estudos de Problemas Brasileiros, o título de Membro Honorário da FAB e a Medalha a La Integración "Simon Bolívar", concedida pela Câmara Internacional de Pesquisas Y Integración em reconhecimento à sua luta pela unificação da América Latina e seu amor à humanidade. A Câmara Municipal de Campo Grande também o homenageou com a Medalha do Mérito Legislativo, entre outras honrarias.
Além de suas atividades na mídia e na política, AJ era o idealizador e presidente da Fundação Barbosa Rodrigues, uma organização com a missão de criar oportunidades e despertar a capacidade de transformação por meio de projetos sociais, educacionais e culturais, sempre com excelência técnica.
Por fim, é importante destacar que Antonio João Hugo Rodrigues ocupou a Cadeira nº 13 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL), uma posição que já havia sido ocupada por seu pai, J. Barbosa Rodrigues, demonstrando seu compromisso com a cultura e as letras em seu estado natal. A partida de AJ deixa um vazio profundo na comunidade sul-mato-grossense, mas seu legado perdurará como uma fonte de inspiração e referência para as gerações futuras.
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