Acusado de balear criança de 7 anos e homem vai a júri popular em São Gabriel do Oeste

Justiça entendeu que há indícios suficientes para que o réu responda por duas tentativas de homicídio perante o Tribunal do Júri

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A Justiça de São Gabriel do Oeste decidiu levar a júri popular Henrique Gabriel Nogueira Saff, acusado de duas tentativas de homicídio registradas em dezembro de 2025. O caso ganhou repercussão após uma criança de 7 anos e um homem serem atingidos por disparos de arma de fogo e sobreviverem após atendimento médico.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o crime ocorreu na noite de 19 de dezembro de 2025, na Rua dos Canários, e teria sido motivado por desavenças familiares envolvendo o acusado e uma das vítimas.

Segundo a acusação, Henrique mantinha um relacionamento com a sobrinha do homem baleado. Durante o período em que estiveram juntos, teriam ocorrido episódios de violência doméstica, situações nas quais a vítima costumava intervir para defender a familiar, gerando conflitos entre os dois.

O Ministério Público relata que, no dia do crime, o acusado passou duas vezes em frente à residência da vítima. No local, uma criança de 7 anos brincava nas proximidades da casa. Em determinado momento, houve uma discussão entre o acusado e o homem.

Ainda conforme a denúncia, após a confusão, Henrique deixou o local fazendo ameaças e retornou pouco tempo depois armado. Na ocasião, teria efetuado diversos disparos, atingindo o homem e a criança.

Para o MPMS, as tentativas de homicídio somente não foram consumadas porque as vítimas receberam atendimento médico especializado de forma rápida, o que garantiu a sobrevivência de ambas.

Ao proferir a decisão de pronúncia, a juíza Samantha Ferreira Barione concluiu que existem elementos suficientes para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri, órgão responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.

Na decisão, a magistrada ressaltou que a negativa de autoria apresentada pela defesa não afasta os indícios reunidos durante a investigação e a instrução processual, especialmente diante dos depoimentos prestados pelas vítimas.

A juíza também destacou que o conjunto probatório produzido ao longo do processo é robusto e que caberá aos jurados avaliar a credibilidade dos relatos, a identificação do acusado e as demais circunstâncias relacionadas ao caso.

Com a decisão, o réu será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri em data que ainda será definida pela Justiça.

Fonte: Jornal MS Todo Dia 

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