MP arquiva investigação sobre suposto desmatamento em fazenda de Camapuã após laudos afastarem irregularidade

Conselho Superior do Ministério Público homologou arquivamento por unanimidade após pareceres técnicos concluírem que área desmatada não atingiu Reserva Legal

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O Conselho Superior do Ministério Público de Mato Grosso do Sul homologou o arquivamento de um inquérito civil que investigava um suposto desmatamento irregular em uma fazenda localizada em Camapuã. Decisão foi publicada no Diário Oficial do MPMS nesta sexta-feira (12). 

A investigação, conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente da comarca, apurava a supressão de 2,03 hectares em área inicialmente apontada como Reserva Legal e outros 4,21 hectares de vegetação nativa remanescente. Os fatos teriam ocorrido entre janeiro e maio de 2021.

Durante a apuração, foram analisados laudos técnicos e pareceres especializados para verificar se houve dano ambiental e eventual infração à legislação vigente.

Segundo a decisão do Conselho, um parecer emitido pelo Centro Integrado de Proteção e Pesquisa Ambiental (CEIPPAM) concluiu que a área objeto da supressão vegetal não se sobrepunha à Reserva Legal da propriedade, afastando a hipótese de intervenção em área especialmente protegida.

Além disso, o proprietário do imóvel apresentou um Laudo Técnico de Avaliação elaborado por engenheiro agrônomo, acompanhado da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). O documento apontou que as áreas analisadas não estavam classificadas como de interesse ambiental e que o imóvel atendia às exigências previstas na legislação ambiental estadual.

O relatório também destacou que o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), por meio de vistorias e análises de imagens multitemporais, reconheceu que a propriedade possuía direito de requerer autorização ambiental para a supressão da vegetação, procedimento que teria sido realizado dentro das normas legais.

Diante das conclusões técnicas e da ausência de elementos que comprovassem dano a área protegida, o Ministério Público entendeu que houve perda do objeto da investigação e promoveu o arquivamento do procedimento.

A decisão foi analisada pelo Conselho Superior do Ministério Público, que homologou o arquivamento por unanimidade, acompanhando o voto do relator, conselheiro Silasneiton Gonçalves.

Com a homologação, o inquérito civil foi encerrado sem a adoção de medidas judiciais ou extrajudiciais contra o proprietário da fazenda.

Fonte: Jornal MS Todo Dia 

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