MPMS acompanha obras de hospital para ampliar atendimento em Inocência

Visita técnica avaliou reforma da unidade atual e construção de novo hospital diante do crescimento populacional impulsionado por empreendimento industrial

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Promotores de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) realizaram, na segunda-feira (21), uma visita técnica a Inocência para acompanhar o andamento das obras de reforma do hospital municipal e da construção de uma nova unidade hospitalar com capacidade para 30 leitos.

As intervenções fazem parte das medidas previstas para fortalecer a rede pública de saúde diante do crescimento populacional registrado no município após a instalação de um grande empreendimento industrial na região.

Durante a agenda, os promotores Daniela Cristina Guiotti, Ronaldo Vieira Francisco e Ana Cristina Carneiro Dias vistoriaram as instalações do hospital municipal e se reuniram com gestores da saúde e representantes da administração municipal para avaliar a estrutura atual de atendimento.

No período da tarde, também foi realizado um encontro com representantes da empresa responsável pelo empreendimento, além de autoridades do Executivo e do Legislativo municipal. A reunião teve como foco discutir ações para minimizar os impactos causados pelo aumento da demanda nos serviços públicos, especialmente na área da saúde.

Segundo o MPMS, a visita permitiu acompanhar a execução das medidas previstas, avaliar a efetividade das ações em andamento e definir responsabilidades relacionadas à ampliação da capacidade de atendimento da rede municipal.

Crescimento da população

A necessidade de ampliar a estrutura de saúde está diretamente ligada ao aumento expressivo da população de Inocência nos últimos anos. Desde o início da implantação do empreendimento industrial, em 2022, o município passou a receber milhares de trabalhadores.

De acordo com o Ministério Público, uma cidade que tradicionalmente possuía cerca de 8,4 mil habitantes passou a contar com o acréscimo de mais de 14 mil trabalhadores, entre profissionais fixos e temporários ligados às obras e empresas terceirizadas.

O novo cenário tem exigido investimentos em infraestrutura e planejamento para que os serviços públicos consigam acompanhar o crescimento da demanda, especialmente no atendimento à saúde.


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