Menino de 3 anos enfrenta risco à visão, e mãe denuncia demora e dificuldades na rede pública de Costa Rica

Após meses de espera, família afirma ter enfrentado falhas no encaminhamento, falta de respostas e dificuldades para conseguir atendimento; cirurgia é estimada em R$ 25 mil

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A luta do pequeno Ruan Corrêa, de apenas 3 anos, expõe uma situação que provoca indignação e levanta questionamentos sobre o atendimento prestado às famílias que dependem da rede pública em Costa Rica. Diagnosticado com estrabismo, o menino necessita de acompanhamento especializado e, segundo a mãe, Bárbara Corrêa, enfrenta uma corrida contra o tempo para preservar a visão.

A reportagem do MS Todo Dia esteve na residência da família, no Bairro São Francisco, para conhecer o caso de perto. Bárbara relata que começou a buscar atendimento para o filho em outubro de 2025, porém conseguiu o encaminhamento para um oftalmologista apenas em março de 2026.

Mesmo após a liberação, a consulta especializada teria sido marcada somente para 28 de julho de 2026, aproximadamente nove meses depois do início da procura por ajuda.

Consulta precisou ser confirmada após intervenção da Saúde

De acordo com o relato da mãe, ao chegar a Campo Grande nesta terça-feira para o atendimento, a família enfrentou uma nova dificuldade: a consulta não estaria devidamente confirmada na unidade hospitalar.

Bárbara afirma que foi necessária a intervenção da Secretaria Municipal de Saúde de Costa Rica, que entrou em contato com o hospital para solicitar que o médico atendesse o menino.

Conversas apresentadas à reportagem mostram que o secretário municipal de Saúde, Daniel Rayckson, informou à mãe que uma consulta anteriormente prevista para o dia 1º de agosto havia sido antecipada para 28 de julho de 2026, em Campo Grande.

Nas mensagens, o secretário também afirmou que o SUS possui uma fila de espera e que a equipe estaria tentando ajudar a família. Os registros mostram ainda a orientação para que Bárbara retirasse a guia de atendimento na Secretaria Municipal de Saúde.

Embora as mensagens demonstrem que houve contato e providências posteriores, a mãe questiona por que o atendimento especializado demorou tantos meses para ocorrer, diante da pouca idade da criança e da necessidade de tratamento precoce.

Cirurgia estimada em R$ 25 mil

Após a avaliação especializada, a família recebeu a informação de que Ruan necessita de um procedimento cirúrgico. Segundo Bárbara, o custo estimado da cirurgia é de aproximadamente R$ 25 mil.

Sem condições de pagar o tratamento, a família iniciou uma campanha solidária. Até o momento, cerca de R$ 2 mil teriam sido arrecadados com o apoio de moradores de Costa Rica.

A mãe afirma que a demora no atendimento aumenta o medo de que o problema comprometa o desenvolvimento visual do filho.

“A única coisa que eu quero é ajuda para o tratamento do meu filho”, declarou Bárbara em uma das conversas apresentadas à reportagem.

O MS Todo Dia ressalta que a confirmação do diagnóstico, do grau de comprometimento visual, da urgência e do valor exato do procedimento depende da documentação e da avaliação do profissional médico responsável.

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Mãe relata tentativas de contato com o prefeito

Bárbara também apresentou à reportagem registros de mensagens e ligações direcionadas a um contato salvo como “Prefeito”.

Nos conteúdos, a mãe pede auxílio para pagar contas de energia elétrica, água, aluguel e despesas relacionadas aos filhos. Também enviou informações sobre a campanha de Ruan e mensagens pedindo resposta e ajuda para o tratamento.

Os registros mostram diversas ligações indicadas como não atendidas, além de mensagens enviadas em diferentes datas.

Em conversa com o secretário de Saúde, Bárbara afirmou que já havia enviado mensagens ao prefeito havia vários dias, mas não teria recebido resposta direta. Daniel Rayckson respondeu que os celulares de gestores públicos recebem muitas mensagens e que nem sempre seria possível responder a todas.

O MS Todo Dia não afirma que o prefeito tenha visualizado pessoalmente todas as mensagens, nem que o número apresentado seja administrado exclusivamente por ele. Os registros demonstram, contudo, as tentativas realizadas pela mãe para buscar ajuda junto à administração municipal.

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“Fui várias vezes à Secretaria”

A mãe relata que procurou repetidamente a Secretaria Municipal de Saúde, mas, em diversas oportunidades, não conseguiu falar pessoalmente com o titular da pasta.

Segundo ela, parte do contato ocorreu por WhatsApp. Bárbara também afirma ter sido tratada com má vontade por servidores durante algumas tentativas de atendimento, embora não tenha identificado nominalmente os funcionários envolvidos.

Em uma das mensagens, ao ser questionada pelo secretário sobre quem teria prestado atendimento inadequado, respondeu que se tratava de pessoas da Secretaria de Saúde, mas que não havia perguntado os nomes.

A alegação de tratamento desrespeitoso representa o relato da entrevistada e precisa ser apurada pela administração municipal.

Família enfrenta problemas na saúde, educação e assistência social

A situação de Ruan não é a única dificuldade relatada pela família.

Bárbara é mãe de três crianças:

  • um filho de 1 ano;
  • Ruan, de 3 anos;
  • Heitor, de 5 anos, que, segundo ela, possui epilepsia.

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A mãe afirma que Ruan e Heitor estudam na Creche Sonho Meu, mas que, durante o terceiro bimestre, descobriu que eles não estariam regularmente registrados no sistema, apesar de ter entregado os documentos de transferência.

Conforme seu relato, essa inconsistência teria contribuído para a suspensão do Bolsa Família. O vínculo entre o cadastro escolar e a suspensão do benefício ainda precisa ser confirmado pelos órgãos responsáveis.

Bárbara também afirma que uma agente de saúde informou que os filhos apareciam em situação de alerta por supostas pendências vacinais. A mãe contesta a informação e diz possuir as carteiras de vacinação com os registros das doses aplicadas.

Sem vaga na creche, mãe diz que não consegue trabalhar

A situação financeira da família também é delicada.

Bárbara afirma que está desempregada porque precisa cuidar do filho de 1 ano e ainda não conseguiu uma vaga em creche. O marido trabalha como tatuador, mas, segundo ela, enfrenta dificuldades para formar uma clientela suficiente e garantir renda estável.

A mãe conta ainda que procurou a Secretaria Municipal de Assistência Social para solicitar ajuda na compra de medicamentos que custariam mais de R$ 500.

Segundo Bárbara, teria sido oferecido auxílio de aproximadamente R$ 270, sob a justificativa de que a família já havia recebido uma cesta básica. Esse relato também aguarda esclarecimento oficial da pasta responsável.

Como ajudar Ruan

A família pede a colaboração da população de Costa Rica e região para custear consultas, exames, deslocamentos e o tratamento do menino.

PIX para doações

Chave PIX — CPF: 090.436.494-14
Titular: Bárbara Layane de Morais Silva

Contato da mãe

WhatsApp de Bárbara: (82) 99177-2235

Endereço da família

Rua Lauristides Martins Carrijo, nº 803
Bairro São Francisco — Costa Rica (MS)

A família orienta que os doadores confirmem o nome da titular antes de concluir a transferência.

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Prefeitura e secretarias podem se manifestar

O MS Todo Dia mantém espaço aberto para manifestação do prefeito Cleverson Alves dos Santos, do secretário municipal de Saúde, Daniel Rayckson, da Secretaria Municipal de Assistência Social, da Secretaria Municipal de Educação e dos demais órgãos citados.

A reportagem solicita esclarecimentos sobre:

  • a data do primeiro pedido de atendimento oftalmológico;
  • o período entre o encaminhamento e a consulta;
  • a situação do pedido de cirurgia;
  • os registros escolares das crianças;
  • o cadastro de vacinação;
  • a suspensão do Bolsa Família;
  • e os auxílios solicitados pela família.

Caso as respostas sejam encaminhadas, serão acrescentadas à matéria, garantindo o contraditório e permitindo que a população conheça todas as versões.

MS Todo Dia: a voz da população

O MS Todo Dia reafirma seu compromisso de ouvir a população, fiscalizar os serviços públicos e dar visibilidade a histórias que precisam de atenção.

Denúncias, sugestões de pauta e relatos de interesse público podem ser encaminhados à redação pelo WhatsApp:

(67) 9 9879-7666

O jornal preserva o sigilo das fontes quando solicitado e realiza a apuração das informações antes da publicação.

Nota da Redação: As declarações sobre demora, atendimento, matrícula escolar, vacinação, benefícios sociais e conduta de agentes públicos foram apresentadas pela mãe da criança. Parte das tentativas de contato é demonstrada por capturas de tela fornecidas à reportagem. As demais alegações aguardam documentação complementar e manifestação oficial dos órgãos citados.

Fonte: Jornal Ms Todo Dia 

Arquivos WhatsApp: Bárbara 

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