Justiça confirma condenação de ex-prefeito de Corumbá por nepotismo; multa pode chegar a R$ 250 mil

Marcelo Iunes teve recurso negado e deverá pagar multa, além de ficar impedido de contratar com o poder público por dois anos

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A Justiça de Mato Grosso do Sul confirmou a condenação do ex-prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes, por prática de nepotismo durante sua gestão. A decisão foi mantida pelo juiz Alan Robson de Souza Gonçalves, que rejeitou o recurso apresentado pela defesa e determinou o cumprimento da sentença.

Com a condenação, Iunes deverá pagar multa civil equivalente a cinco vezes o subsídio mensal recebido entre março e dezembro de 2019. Com a incidência de correção monetária e juros de mora, o valor da penalidade deve alcançar aproximadamente R$ 250 mil.

Além da multa, o ex-prefeito está proibido de contratar com o poder público e de receber benefícios ou incentivos fiscais pelo período de dois anos. O magistrado também determinou que a decisão seja comunicada à União, ao Estado e às instituições bancárias competentes.

A ação teve origem na nomeação de parentes para cargos públicos durante a administração municipal. Em novembro de 2025, a Justiça declarou nulo o decreto que nomeou Eduardo Aguilar Iunes, irmão de Marcelo Iunes, como presidente da Junta Administrativa da Associação Beneficente de Corumbá. A exoneração, determinada em dezembro de 2020 por decisão liminar, foi mantida na sentença.

Na época da nomeação, Eduardo Aguilar Iunes ocupava o cargo com remuneração bruta de R$ 17.644,00. 

A decisão também confirmou a nulidade da nomeação de Eduardo Alencar Batista para o cargo de Assessor-Executivo III da Secretaria Municipal de Educação. Eduardo é companheiro de Ariane Tomie Balancieri, irmã da esposa do então prefeito, configurando vínculo de concunhado com Marcelo Iunes. A exoneração, igualmente determinada em 2020, foi mantida pela Justiça.

Segundo a sentença, as nomeações violaram os princípios constitucionais da impessoalidade e da moralidade administrativa, caracterizando prática de nepotismo na administração pública.

Com o trânsito das decisões e o recurso negado, Marcelo Iunes foi intimado para cumprir as penalidades impostas pela Justiça. 

Fonte: MS Todo Dia com iformações Investiga MS. 


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