A nova arbovirose em circulação em Mato Grosso do Sul, conhecida como Febre Oropouche, está gerando preocupação no governo estadual. Nesta segunda-feira (19), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) emitiu uma série de recomendações para prevenir essa doença viral, transmitida pelo inseto Culicoides paraensis, popularmente chamado de ‘maruim’ ou ‘mosquito-pólvora’.
Os sintomas da Febre Oropouche são semelhantes aos da dengue e chikungunya, incluindo dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, náusea e diarreia. O primeiro caso confirmado no estado é de um homem de 52 anos, residente de Itaporã, a 234 km de Campo Grande.
“Não há um tratamento específico para a doença. O indicado é que os pacientes permaneçam em repouso e recebam tratamento sintomático e hidratação, semelhante ao manejo da dengue. A população deve procurar uma unidade de saúde ao notar os sintomas”, explicou Jéssica Klener, gerente de Doenças Endêmicas da SES.
Enquanto estudos sobre o controle químico do mosquito vetor estão em andamento, as recomendações atuais incluem a limpeza dos quintais e áreas de criação de animais para eliminar matéria orgânica do solo, que pode atrair o vetor.
Jéssica Klener também alertou sobre os cuidados para quem se desloca para áreas de risco. “É importante evitar locais de mata e margens de rios, especialmente entre 9h e 16h, horários de maior atividade do mosquito. Para quem está com suspeita de Febre Oropouche, recomenda-se o uso de medidas de proteção individual, como repelentes e mosquiteiros, para evitar a transmissão durante o período de viremia.”
A médica infectologista Andyane Tetila acrescentou que a aplicação dessas medidas, como o uso de repelentes, a proteção dos ambientes e a eliminação de criadouros, pode reduzir significativamente o risco de infecção.
A preocupação é ainda maior em relação às gestantes. “É essencial intensificar as medidas de prevenção, evitando picadas do mosquito com o uso de repelentes especiais para gestantes, roupas claras e compridas, mosquiteiros e telas nas residências”, orientou a médica.
Embora os estudos sobre os efeitos do vírus em gestantes ainda sejam limitados, a infecção por Febre Oropouche durante a gravidez pode levar a complicações. Por isso, é fundamental adotar medidas preventivas e relatar qualquer sintoma suspeito ao médico responsável pelo acompanhamento da gestação.
Fonte: MS Todo Dia
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